sábado, 30 de julho de 2011

Fatos Póstumos à Morte do Rei! [RastaFórum Ed. 126#]

Décadas depois de sua morte, Bob Marley continuou como uma força onipresente pelo mundo. Graças aos esforços de sua de sua família, Chris Blackwell e outros, seu legado de gravações continuou a crescer. Em 1983, a Island lançou o álbum Confrontation, um mix de faixas antigas, demos e fitas de ensaios com novas trilhas de fundo dos Wailers.

 

O álbum rendeu um hit, “Buffalo Soldier”, que Bob gravou originalmente em 1978. No ano seguinte, foi lançado o álbum Legend, um greatest-hits. A Island seguiu com o lançamento de mais duas compilações, Rebel Music (1986) e Natural Mystic (The Legend Lives On)(1995). Em 1992, o selo lançou Songs of Freedom, um box com 4 CDs. Duas outras Antologias, The Best of Bob Marley and the Wailerse Gold, foram lançados em 2001 e 2005, respectivamente.

 

 

Além dessas compilações, a Island lançou Talkinn’ Blues em 1991. O álbum intercala gravações ao vivo com entrevistas. A maior parte das músicas é de um programa de rádio que Bob e os Wailers fizeram para a KSAN de São Francisco durante sua primeira turnê pela América em 1973 e as entrevistas são de um show de rádio jamaicano em 1975. Em 1997, Dreams of Freedom: Ambient Translations of Bob Marley em Dub saiu pela Island e em 1999, o selo lançou Chant Down Babylon, um projeto organizado por Stephen Marley apresentando Busta Rhymes, Lauryn Hill, The Roots e outros artistas contemporâneos cantando e fazendo rap com algumas músicas de Bob. Além desses lançamentos, as lojas de discos foram inundadas de relançamentos de materiais de Bob antes da Island para JAD, Studio One e outros selos.

 

Os filhos de Marley também levaram sua tradição musical. Em 1988, Ziggy Marley e os Melody Makers – os irmãos Cedella, Sharon e Stephen – emplacaram um hit Conscious Party, que foi produzido por Tina Weymouth e Chris Frantz do Talking Heads. Três dos filhos de Bob – Julian, Ky-Mani e Damian – lançaram discos com seus próprios nomes. Rita e as outras I-Threes também lançaram discos, enquanto uma versão dos Wailers ainda estava em turnê desde 2005.

 

“Nós trabalhamos muito,” disse Cedella sobre manter a música de seu pai disponível para o público. “Mas a parte mais difícil já está feita. A música – só está lá pra gente usar, pra ter certeza que as pessoas a escutam. Mas mesmo sem a gente, eu acho que as pessoas continuariam a se conectar com sua música.”

 

Mikal Gilmore, da revista Rolling Stone, escreveu que a razão para essa conexão contínua é que Marley fez o inferno ficar afinado. “Marley não cantava sobre como a paz chegaria fácil ao mundo, mas muito mais como o inferno vem à terra muito facilmente para muitos. Suas músicas eram suas memórias; ele viveu com os miseráveis, ele viu os opressores e aqueles a quem eles oprimiram foram mortos.”

 

E ainda uma esperança vinha de suas representações fortes, as quais sua filha Cedella acredita ser seu melhor legado. “É algo bem meloso, mas tudo que ele queria era o amor. E justiça. Justiça para todos.”

 

Ziggy concorda que amor e justiça eram as mensagens principais de seu pai. “Ele fica como um forte líder negro, ao lado de Marcus Garvey e Martin Luther King. De fato, ele está junto com todos os homens pela história.”

 

“Eu quero que o mundo veja Bob como um homem amável,” disse Cedella Booker. “Ele queria que todo mundo progredisse. Isso era tudo que ele queria de nós. Viver juntos como um só. Amar ao próximo. E amar Jah e saber que Jah é o legítimo governante. Seus ensinamentos vinham de Jah, e Bob, ainda continua ensinando hoje.”

7 comentários:

  1. Muito boa a materia =]

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  2. Eterno Rei! Robert Nesta Marley!!!

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  3. Salve bob eterno!

    Netto Moreira

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  4. Com amor e justiça, o mundo seria da maneira que foi planejado..

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  5. muito boa!

    Bob será eterno _\|/_

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  6. Ainda me emociono lendo sobre ele. Um grande artista que inspirou e vai inspirar muita gente. Triste daqueles que não ouvem o que o rei tem a dizer.

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  7. Indiscutivelmente um dos maiores pacificadores que esse mundo já viu.

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