segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Generalização dos Usuários de Drogas – Um Erro do Estado! [Baseado na Lei 50ª Edição]

por Cacá “King Size” Müller

A atual legislação relativa às drogas vigente no Brasil trouxe grande avanço ao passo que não mais comina pena de prisão ao usuário. Há muito tempo já se sabe que esta é uma questão de saúde pública, e não de polícia. Assim, nem todos os usuários devem ser colocados em pé de igualdade, como sugere a atual legislação.


Não há neste texto a intenção de esgotar todas as possibilidades das “variações e tipos de usuários de drogas”. Contudo, é necessária uma análise perfunctória no caso, haja vista que a legislação ignorou um fator decisivo neste debate: nem todas as substâncias proibidas pela lei são iguais. Logo, a título exemplificativo, o usuário de Maconha dificilmente estará em um mesmo grau de dependência de um usuário de crack. Portanto, substâncias distintas não podem levar ao indivíduo o mesmo tratamento diante da lei. Assim, esta matéria técnica deve ser tratada por especialistas no caso, e não pelos nossos doutos congressistas, alguns semianalfabetos.

 

Outra nuance que merece destaque neste debate é relativa aos graus de envolvimento entre o usuário e a substância proibida. Existem os mais diversos tipos de usuários: o regular, o compulsivo, o eventual, aquele que usa uma única vez e até o dependente. As manifestações são das mais diversas, pois há usuários dependentes que conseguem manter uma vida social ativa, desempenhar atividades laborais e sustentar seu vício. Outros tantos utilizam a droga como válvula de escape ou até hábito.


Colocar todos os tipos de usuários em uma vala comum é um atentado à própria Saúde Pública, pois dificulta que o atendimento profissional qualificado chegue ao indivíduo. A abordagem incorreta pode se tornar uma catástrofe de dimensões inimagináveis e a “pena/tratamento” prejudicar e agravar a situação.


O ordenamento jurídico pátrio, infelizmente, não faz nenhuma distinção entre os usuários. Alias, a única distinção que faz é entre o usuário que financia o tráfico e aquele que mantém o consumo através da produção autossustentável. Neste caso, este último normalmente é confundido com o próprio traficante (produtor comercial) e acaba por ser vítima de abusos por parte das autoridades envolvidas e se tornar vítima da ignorância estatal. Observe, reflita, pense, critique, evolua e mude o mundo.

11 comentários:

  1. foda eh que nao eh so o estado que nao entende essas diferencas a sociedade toda nao entenede! eu um usuario eventual(2 vezes no mes no maximo) sou considerado um maconheiraco por todos! ridiculo isso...

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  2. linguagem rebuscada! curti !

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  3. É uma grande verdade, muita gente por ae ( minha mãe é uma) que não quer nem saber, diz qur toda droga é igual e ponto, pq na época dela, há uns 50 anos atrás, ela cresceu aprendeu e absorveu que toda droga é igual e mata, só não entendo pq nunca ninguem falou p/ela sobre o alcool tbm, estranho isso né? ¬¬

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  4. A INDÚSTRIA DO ÁLCOOL ESTÁ CADA VEZ MAIS FORTE, E CADA DIA MAIS PESSOAS MORREM POR CONSEQUÊNCIA DO SEU USO ABUSIVO, AGORA NÃO ENTENDO PORQUÊ USUSÁRIO DE ÁLCCOL NÃO É UM DROGADO TAMBÉM!?!?!
    O CIGARRO COM MAIS DE 4.000 SUBSTÂNCIAS TÓXISCAS, QUEM O USA TAMBÉM NÃO É UM DROGADO??!?!

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  5. A SOCIEDADE JULGA O MACONHEIRO COMO UM CRIMINOSO, QUE OFERECE RISCO PARA TODOS, ACHAM QUE POR ESTARMOS SOB O EFEITO DA CANNABIS IREMOS ROUBAR, MATAR, OU QUE SOMOS MENOS DIGNOS DO QUÊ QUALQUER OUTRA PESSOA.
    SERÁ QUE UM DIA, NÓS MACONHEIROS PODEREMOS SER LIVRES NESTE PAÍS, PODENDO APENAS CULTIVAR NOSSOS PEZINHOS PARA NOSSO PRÓPRIO USO?!?!

    LEGALIZE IT 2012!!!

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. Os únicos bandidos que nós sustentamos são esses políticos.

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  8. Muito triste isso, mas vai uma reportagem positiva, que mostra que não cai do céu, temos que correr atrás,
    Reportagem legal:
    http://180graus.com/geral/em-2011-debate-cresceu-no-pais-apos-marcha-da-maconha-484998.html

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  9. Meio off-topic, mas o que aconteceu com o canal do youtube do Hempadão?

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  10. bonito texto, gostei.

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