quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Hempadão no Nordeste! [Adão e Erva 192#]

O Hempadão é um blog. Só um blog. Mas o inventor dessa joça nunca poderia imaginar a tamanha felicidade que teria em dar continuidade à veiculação e vínculo de informação e humor sobre cannabis. Quando chega maio é época de arrumar as malas e sair por aí marchando junto com os militantes e amigos da causa, mas a verdade é que o Hempadão nunca tinha ido ao… nordeste! E então fomos convidados para cobertura do lançamento da Rede Latino Americana de Pessoas que usam Drogas, onde? Em Salvador, Bahia. Que sorte, hein?!

 

 

Hotel lotado de ativistas de todas as idades e mais, de todas as regiões do cone-sul além do México. Hablas espanhol?! Que nada… ou melhor, só um pouco. Mas a linguagem dos usuários é meio que universal e o faro não erra, então a gringalhada rapinho achou o quarto onde estava rolando o green. Então compareceram num dia em bando e no outro aos montes! Durou pouco, mas funcionou muito bem. Que sorte, não? Contatos e mais contatos além daquela distribuição de adesivos, brindes e ideias a milhão.

 

 

E ainda teve apagão. Que pena, babou o Rio Vermelho, mas também, tínhamos que acordar cedo pra dar conta de toda ordem de acontecimentos e louco enredo. Trabalhar: descobrir realidades a respeito da erva e suas diferentes formas de tratamento político e social em outros países da América Latina. Não só da erva, mas também outras drogas, sobretudo a cultuada folha de coca, com direito a chá, sessão de mastigagem da folha e até um licor poderoso que não foi feito para iniciantes.

 

Entre debates e bate-papos, Adão presenciou um ratata de erva feito entre dois brasileiros e duas argentinas, ao melhor estilo piada de salão, não? Cem reais por 50 gramas, mas naquele esquema né… sem balança. Haja esperança… chegou! Quando abriram, nem acreditaram. As senhoras meteram a mão e levaram a maior parte – da bosta. Mal sabiam elas que levaram a maior parte do problema – mais semente do que galho e um cheiro que nem de longe lembrava marijuana. Bagulho quase infumável – mas bem, eu disse quase. Na seca, sabe como é, né. Você sabe o que são mais vinte doidões de diferentes nacionalidades estourando bombas num DCE? Pois é.

 

Depois de tal decepção, quase descrente de qualquer mudança, eis que toca o telefone do quarto, era da recepção. São Salvador querendo saber o número do quarto. Só quem não estava hospedado não sabia. Santo na Bahia pode estar vestido de qualquer jeito, pode ser taxista ou até camareiro. O camarada chegou um com travesseiro de ervas digno de respeito. Camarões e não mato seco. O tal solto da Bahia, quem diria. Ver tanta maconha assim num só lugar não tem preço – e não tinha mesmo. Era só uma preza pro Hempadão, digamos… um auxílio-cabeção, porque sabe como é, né… a galera gosta de fazer fumaça mais que lazanha e quinhentas mil vezes mais que domingão do Faustão ou qualquer das besteiras da televisão.

 

Cumprida a missão, o que fazer? Quiçá se achar ou perder nas ruas e vielas do centro histórico, porque não? Talvez uma festa, um dancehall para abalar os corações. Ou ainda quem sabe uma bicicleta. Que viagem. Metade milagre, metade miragem. Adão e erva doidos pra perder a passagem e quem sabe ficar por lá. Batidas e rimas, outrora a paixão de nosso personagem, passou a ser mero figurante da cena protagonizada pelo ser que baila e derrete na frente da caixa de som. Adão poderia ficar ali a eternidade inteira admirando o dom. Que bom… ou melhor, que beleza! Indescritível silhueta mágica entre o sentido e santa substância – os gringos deviam ter vindo nessa.

 

Na volta pro hotel quase um assalto, eu disse: quase. Madrugada no pelourinho e não ser assaltado é como jogar videogame e passar de fase. Passamos. E a recompensa veio no Hotel: chegamos. Ao invés de só a chave, também um bilhete. No papel escrito a mão um bilhete preso com uma pobre oncinha pintada. O bilhete dizia: “…”, provavalmente um engano, mas ora ora, faltavam menos de 3 horas e alguns baseados pra gente se despedir do hotel, como resolver o enigma? Bater de porta em porta às 2 horas da manhã?! Ou comemorar em ritmo de Amsterdam?! Comemorar, é claro.

 

Adão saiu da Bahia feliz da vida depois de conhecer diversas personalidades ilustres do nosso movimento. Antes de voar uma profecia foi encerrada. No dia quer chegaram ao hotel, carregando malas pesadas de livros “Maconha: Mitos e Fatos”, perceberam no quarto o único livro existente: a bíblia. Tavam na Bahia, lembraram de Novos Bahianos, e profetizaram: se acabar a seda e não tiver jeito… já sabe! Três dias depois, na hora de ir embora, advinha o que aconteceu? De madrugada dá pra comprar seda no corredor da vitória, perto ali do Campo Grande? Dá nada. O resultado desse história conto agora ou depois? Sei lá. Uma dica: Apocalipse 22.

 

P.S: Se algum dia conseguirmos desvendar o mistério do bilhete, teremos o maior prazer em pedir a grana de volta: foi deixada em oferenda ao salvador da pátria em São Salvador. Amém.

5 comentários:

  1. tem um traveco na foto ou é impresão minha por que to chapado ? loiro ou loira kk seila e grande.

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  2. comentário escroto, hein?!

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  3. vc ainda vão falar ouvir mt desse "traveco" ! O primeiro a ter doutorado do BRasil, recebeu o titulo das maos da dilma!!! FDP preconceituoso

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  4. PODEM CRER, MACONHEIRADA!
    MACONHEIRAÇOS PRA PRESIDENTE, GOVERNADOR E PREFEITO, JÁ!
    MAS O ATUAL GOVERNO ESTÁ HÁ 10 ANOS NO PODER, E CONTINUA A MATANÇA, PRISÃO, ACHACAMENTO, TORTURA, PERSEGUIÇÃO E FICHAÇÃO DE MACONHEIRAÇOS QUE SÓ QUEREM DAR UMA BOLA DECENTAÇA E SERVIDAÇA, MAIS UMAS PORRADAS NA MACACA EM LEGITÍSSIMA DEFESA, PODEM CRÁÁINGUÊRDS!

    RÁS GERALDO PRA GOVERNADOR 2014!

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  5. PRECONCEITO É RIDICULO

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