sexta-feira, 7 de agosto de 2009

[Ed. #23] HempSong: Beatles de leve, para aliviar tensões!

beatles-abbey-road Hoje o hempsong não é diretamente relacionado à erva, se bem que… Dá pra acreditar que Elton John Lennon contou em esntrevisas que teve a coragem de portar flagrante na cerimônia de entrega de Medalhas da Ordem do Mérito Britânicas, em presença da Rainha e Família Real? Diz ele ter levado um total de cinco cigarros, escondido nas bota. Quatro para cada membro da banda e um de estoque, caso encontrasse o jovem príncipe Charles.

Todo mundo sabe que a Santa Maria foi apresentada aos Beatles por Dylan, mas ninguém poderia imaginar que isso teria tamanho efeito sobre o trabalho da banda inglesa. Ainda na primeira vez que fumaram, Paul McCarteney provavelmente em outra galáxia, declarou ter descoberto o “sentido da vida”. Em decorrência da época os rapazes descambaram também para o uso de LSD.

O clip não tem fumaça, não aparente. Mas é uma viagem de som e imagem digna de um hempsong!

Rapaziada, o mp3tube saiu do ar, e não sei volta. Fato é que a maioria das músicas do HempSong estavam hospedadas lá. Vamos dar um jeito, mas ainda não sabemos qual. Enquanto isso, tap`nd play! Paz e luz.

[Ed. #23] bONG: Encontro no Globo – Legalização das Drogas!

por Marco Hollanda

O bONG de hoje é especial. Na noite da última quinta-feira a equipe do Hempadão marcou presença no debate promovido pelo jornal O Globo sobre a legalização das drogas. O evento, mediado pelo jornalista Arnaldo Bloch, girou em torno de duas personalidades de diferentes escolas do mundo das drogas. De um lado estava Ethan Nadelmann, fundador e diretor-executivo da Drug Policy Alliance. Do outro estava Maria Thereza Aquino, Diretora do Núcleo de Estudos em Atenção ao Uso de Drogas (Nepad) da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

Para quem está com a mente um pouco esfumaçada, Ethan comanda a mais importante instituição norte-americana de oposição a bilionária guerra contra as drogas. Com a chegada de Obama a Casa Branca, a tese defendida por ele ganhou ainda mais força e respeito. Já Maria Thereza Aquino atua no relacionamento direto de usuários de drogas que procuram ajuda médica para se livrar do vício. Trabalhando em áreas tão distintas, já é de se esperar que os dois não tenham a mesma opinião a respeito da Legalização da Maconha.

Pois foi justamente o que aconteceu. Ethan construiu sua defesa destruindo todos os argumentos defendidos por aqueles que acreditam que a criminalização das drogas seja o melhor caminho. De início ele já alertou aos proibicionistas que não estava ali para apoiar o ‘liberou geral’. “Não defendo a ideia de que as drogas sejam vendidas livremente. Mas precisamos reduzir o papel judicial e penal sobre a essa política”, disse Ethan.

O chefão da Drug Policy Alliance declarou ser contrário ao uso do termo legalização. Para ele, tal expressão cria uma imagem de que os defensores desta tese desejam apenas um ambiente de liberdade para consumir maconha sem medo da repressão. Por isso Ethan levanta a bandeira da “regulamentação”. Palavra com um peso jurídico maior, deixando claro que tudo deve ser feito através da criação de normas  de conduta para aqueles deseja fumar o seu baseado de cada dia.

O discurso de Ethan ainda desmistificou certas teses. Uma delas, bem famosa, foi apresentada pela Diretora do Nepad. É aquela de que a maconha ficou mais perigosa devido ao aumento do nível de THC encontrado na Santa Maria. Mas valendo-se de experiência própria, Nadelmann lembrou-se de casos do passando em que afirma ter ficado chapado apenas com uma tragada, provando assim que o nível de thc não determina o mal que o consumo irá fazer. Usando ainda essa tese, ele ainda lembrou que “em um ambiente onde a maconha fosse legalizada, o  usuário poderia saber facilmente o nível de THC do que estavam consumindo. Tudo estaria descrito no rótulo da embalagem”.

Enquanto isso, a trajetória de vida de Maria Thereza a leva de encontro a uma visão mais conservadora. Apesar de aceitar que o usuário não é necessariamente um doente, ela dispensa a ideia do uso recreativo e acredita que o consumo de drogas e motivado pela “solidão e pelo sofrimento humano”. Defensora da política de repressão, Maria teve um momento poético ao afirmar que “a maconha é assassina de destinos”. Apesar disso, Maria se mostrou contrária a qualquer tipo de punição criminal ao usuário. Para ela o caso deveria ser de responsabilidade do Ministério da Saúde.

O já conhecido Renato Cinco, sociólogo e organizador da Marcha da Maconha no Rio, compareceu, fez a primeira pergunta destinada aos leitores, e ainda conversou com a equipe do Hempadão na saida do evento. Questionado sobre a Pergunta da semana passada – “em quanto tempo o Brasil vai legaliar?” – levando em conta as diretrizes apontadas durante a palestra, Cinco se mostrou confiante, assegurando que a caminhada está no rumo certo. Mesmo querendo evitar um chute numérico, o sociógo confessou que, dentre as opções, escolheria a primeira, com margem de erro para a segunda: 1 a 5 anos ou, no máximo, 6 a 10. A impressão que ele teve do debate, assim como um breve resumo do discurso de cada participante, você acompanha aqui:

*as fotos que ilustram a matéria são do Sobredrogas

[Chapa2 Especial] Legalização das Drogas no Jornal O Globo!

Na porta do Jornal O Globo, às seis horas, nem parecia que a noite seria de mais um Encontro no Globo, ainda mais com a presença de Ethan Nadelmann e para o debate de um assunto tão polêmico. Seis e meia e o hall do coffee break está a serviço de qualquer eventual larica. Na porta havia uma fila de no máximo trinta  pessoas, que subiram para auditório de dez em dez, já debatendo no elevador o que estaria por vir. Nada de público jovem, em sua maioria adultos e idosos, os espectadores foram atentos e participativos, mas nem tão numerosos, cerca de cem pessoas ou menos. 

Nas cadeiras era possível perceber uma característica interessante, haviam muitos pais que vieram na companhia de seus filhos assistir à palestra. Talvez seja um sinal de diálogos muito mais palpáveis entre as gerações, ato primordial porém tão pouco pregado e praticado. Fato é que tanto pai quanto filho tiveram muito o que aprender ouvindo as palavras de Essa foi a lei revogada, que estabelecia penas severas ao tráfico e porte de maconha.Ethan. Logo no primeiro pronunciamento, ele que afirmou ter consumido maconha na juventude, fez questão de afirmar: "Além de inconseqüente e ineficaz, a política de drogas é hipócrita".

Palmas a parte, o que se pode observar sobre parte do público é que mesmo não concordando exatamente com nenhum proposta de “legalização” da maconha, muitos estavam ali para ouvir, dando assim ao menos a oportunidade de repensar o assunto. Na segunda fileira havia uma senhora de cabelos brancos que de forma cênica dizia que sim a tudo que estava sendo dito, em português ou in english. Já outros recusavam a todo tempo o que tentava dizer a doutora Maria Thereza Aquino. E não é por menos, afinal os 20 anos de experiência profissional dela na linha de frente do combate às piores mazelas da droga, não a permitem ter outra opinião que não a do verdadeiro medo da legalização, fazendo com que os argumentos acabem no senso comum já tão castigado. A opinião dela é importante para se entender passado e presente, mas do futuro quem fala é o americano, que expõe soluções a todas as perguntas, enquanto Maria diz ser “ficção” tecer hipóteses sobre a pena dos condenados, em cada de legaização.

Nadelmann riu em alguns momentos.Durante muito tempo com as pontas dos dedos posicionadas na testa, numa pose de evidente impossibilidade de conter a quantidade de evidências trazidas por Ethan, Maria Thereza deu voz a mitos e mentiras. Um bom exemplo é o fato de ela ter dito que a maconha não pode ser considerada uma droga leve, já que é mistura ao crack. Segundo ela, os traficantes vendem maconha misturada até com haxixe, o  que gerou certo interesse de um ou outro expectador que se seguraram para não perguntar: onde? Já o crack misturado à maconha, famoso mesclado, é um mal que já debatemos aqui e sabemos que a maior ocorrência disto é proposital, ou seja, induzida pelo próprio usuário. Opiniões bem parecidas com as da doutora tem o jornalista Jorge Antônio Barros, que infelizmente não compareceu ao debate, perdendo assim a oportunidade de descobrir informações importantes não só sobre o ainda criminalizado mundo da cannabis, mas do seu perfeito viés para a legalização, já que o debate ganha força e sobretudo sabedoria.

Quase ninguém teve coragem de abandonar o evento antes do fim, quando Nadelmann fez questão de agradecer o trabalho das tradutoras. Ele não soube, mas num dos momentos em que falou “cocaine”, uma das tradutoras, movida por um possível vício, reportou “coca-cola”, ao invés de “cocaína”. A palestra durou cerca de duas horas, tempo suficiente para deixar extenso o gosto da abstinência de informação. Os comentários do público ao descer o já fechado prédio do O Globo nós não podemos acompanhar, afinal estávamos na redação do Globo Online, com o prazer de trocar uma idéia rápida com o jornalista Paulo Mussoi, que está no front do Sobredrogas, blog hospedado ao site da Globo. O balanço sobre o que ele achou da realização da palestra você acompanha aqui no Hempadão:

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

[Chapa2 Especial] Ethan Nadelmann! No auditório do O Globo!

Hoje os jornalistas do jornal O Globo produziram um debate com o estadunidense Etahn Nadelmann, figurão master de oposição à guerra norte-americana às drogas. Fundador da Drug Policy Alliance, o cara tem muito o que falar e ensinar aos brasileiros. E é por isso que a equipe do Hempadão está lá, pronta para ouvir o que ele tem a dizer. Além de fazer a ligação direta aqui para os leitores da hempada. Por isso fique ligado no Twitter do Hempadão, quem ainda não segue, tá dando mole. Pois por lá vamos dar todas as informações possíveis da palestra. Além de Nedelmann, o evento conta também com a participação de Maria Thereza Aquino e será – muito bem – mediada por Arnaldo Bloch.

Click aqui para seguir o Hempadão no Twitter

e acompanhar as pílulas em tempo real!

Twitter1234[4]

[Ed. #23] Hemportagem: POR AQUI – Da Califórnia!

por Pietro

Para aqueles que já estão acostumados às idéias malucas e inovações que os blogs canábicos estão sempre se pré-dispondo, hoje terá que engolir mais uma. Mesclando a última editoria lançada pelo Hempadão, com o famoso ErvaMundi a matéria de hoje será uma viagem e muito bem acompanhado. A matéria será dividida entre diversas partes cada um fazendo um boca-boca de como é o habitat de um maconheiro de acordo com o lugar em que vive. Este será o “POR AQUI” com cada editor de seu blog falando sobre o ESTADO em que vive.

c902b497eb97228LNesta semana vou falar sobre um estado polêmico, que atualmente segue com sério problemas econômicos. Mas os seus governantes, que já se mostraram a favor da legalização do comercio recreacional de maconha, dizem ter uma solução. Trabalhar com um produto que já rende legalmente ao estado 13 bilhões de dólares ao ano. Este estado é a Califórnia, quem acompanha o Hempadão ouve freqüentemente noticias sobre ele, o mais liberal dos EUA. Para começar a falar qualquer coisa sobre a Califórnia é preciso lembrar antes que o estado tem o uso medicinal    permitido, portanto existe um projeto que tem como finalidade tratar a maconha como remédio e autorizar o seu uso para certas pessoas.

Por aqui o baseado é extremamente forte, o famoso Skunk pode alcançar a altíssimos níveis de THC com até 25%. Com cheiro e um gosto extremamente forte a maconha da Califórnia é uma das mais caras do mundo. Na farmácia, postos autorizados para a revenda do produto, a maconha chega a custar em torno de $20 a $25 dólares a grama.

Por aqui a coisa rola diferente, como o uso medicinal é permitido e as leis da Califórnia são extremamente rígidas, assim como a policia, o uso não é algo muito comum em público, por isso difere do Brasil, aqui você dificilmente verá pessoas fumando ao ar livre em praças e locais de fácil acesso como praia. É bom lembrar que o consumo de bebida alcoólica em publico também é proibido.

Aqui também existe uma outra abordagem da guarda negligente, quando se é pego com uma mísera quantidade que deixe claro que você é usuário, não haverá problemas em alguns casos, ainda mais se estiver com a carteirinha da farmácia, a pena pode acabar somente em uma multa. Mas se a quantia for muito grande e você não tiver autorização para portar, aí sim você pode até ser preso.

Locais diferentes, culturas diferentes. Na Califórnia é fácil de encontrar cidades as quais a maconha já faz parte do estilo de vida. Conhecendo a famosa praia de Venice Beach, o berço do Skate, ao andar pelo calçadão você avista centenas de lojas que vendem Bongs, Sedas, Pipes e até mesmo as famosas farmácias e os respectivos DR. Kush – Doutores da Maconha.

O objetivo é falar um pouco da cultura informal da cannabis da região, e a Hemportagem dessa semana para por aqui mais já com a brasa ardendo não deixando o fogo da matéria apagar. Já passo a bola para o nosso companheiro Neco do Filipeta da Massa.

- E ae Neco, POR AQUI as coisas são assim, e por ai ?

Do Sobredrogas! Participe, galera! Envie sua pergunta!

Ethan Nadelmann, o fundador e diretor-executivo da Drug Policy Alliance, a mais influente organização americana em defesa de mudanças na política sobre drogas daquele país, faz hoje uma palestra aberta ao público sobre legalização, na sede do jornal O GLOBO, no Rio. E mesmo de longe, você pode participar, enviando perguntas para ele responder durante o evento. Basta clicar no link abaixo.

Drogas: Faça sua pergunta a Ethan Nadelmann sobre legalização

A palestra contará também com a presença de Maria Thereza Aquino, Diretora do Núcleo de Estudos em Atenção ao Uso de Drogas (Nepad) da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

do Sobredrogas!

HabitualÓbito: Mais um morto. Na Zona Norte, claro.

“A Operação do 1º BPM (Estácio), no Morro do São Carlos, Zona Norte do Rio, terminou por volta das 10h30 desta quinta-feira (6) com um morto e apreensão de armas e drogas. As informações são da sala escuta da PM.”

do G1

Apreendidas armas e drogas. E mais um morto. Vamos debater soluções, porque soluços e pipocos não dá mais. Será que não há nada errado no que se diz guerra às drogas? Profissionais pais de família no risco louco de prender, matar e apreender, para não atingir nenhum efeito diante do tráfico que move grana que o estado tá longe de saber quanto.

O saldo, soldados:

46 mortos e 22 feridos em 04 meses!

[Ed.#23] Adão e Erva: Qualquer um. Qualquer cor. Ou Idade.

Há pelo menos 5 meses a editoria Adão e Erva trás histórias engraçadas ou cotidianas sobre o universo do usuário de maconha no Brasil. E não são poucos usuários, como todo mundo sabe. Dados comprovam que são pelo menos de 4 a 5% da população do país. Números e informações nem fazem parte da vida de Adão, afinal ele é apenas um homem comum, que ama sua flor amada. Mas nas universidades o número é de 37%, dos que fazem uso ou que pelo menos tenham ao menos experimentado a cannabis. Durante décadas esse número cresceu, foram formados uma bela proporção de profissionais, que se alternam entre todas as camadas, que fazem parte desses números.

Erva é uma companheira nada violenta, que parece ajudar os ajustados e atrapalhar somente os torpes. Mas Adão pode ser homem ou mulher, por isso mesmo, se liga:

- Se Adão fosse um Índio?

Tipo vários que foram amputados da cultura de fumar diamba. Ou trabalhadores rurais maranhenses, que cultivavam o hábito de fumar após longos períodos de trabalho físico. O índio é inserido, mas mal educado, mal pode chegar aqui no Hempadão, entrar na roda e contar seu manifesto. A polícia doida para prender esse cidadão, que no meio da mata planta maconha e trabalha em prol único de sua própria natureza. Mas o índio pensa, como já dizia O Pensador, e no mínimo se pergunta: O que eu fiz?

- Se Adão fosse um funcionário padrão?

Ele poderia ter uma ideia genial e compartilhar com pelo menos doze mil membros. Adão se organiza e debate o assunto pela internet, todos os dias. E não é por aqui, e sim pelas redes de relacionamento. Não só um funcionário, como qualquer pessoa com mínimo grau de instrução e acesso as infovias, consegue ao menos sugerir um protesto, se inserir no campo das idéias onde mora pensamento da massa.

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- Se Adão fosse um vendedor de pássaros?

Em plena feira clandestina de animais - crime indiscutivelmente maior do que fumar um baseado - portando sacos de semente de maconha, para dar somente aos cantadores. Ora, rola a lenda de que os passarinhos simplesmente cantam melhor se alimentando com as sementes da ganja. Sacos apreendidos e, infelizmente, uma possível fiança legal ou não. Por motivos óbvios, Adão não quis revelar o endereço da feira, afinal, lá continua rolando o mesmo canto doce do passarinho e só porque me chamo Manoel, não to pra dar Bandeira.

- Se Adão fosse artista?

Poderia trabalhar com barro, morar no interior de qualquer São Paulo ou mesmo Parati. Ter nome no museu e jamais ser pega com flagrante, por fuma "de veneta". Então rodar o Brasil, fumando em cada camping com outros mais por aí... Adão! Preferindo trabalhar longe do efeito erva, assumindo a responsabilidade do atelier e vivendo de arte. Fumando sem nunca sequer ter comprado um bagulho.

Adão se pergunta, seja ele qual for: Porque é que essa erva é proibida? Falam que Adão fuma maconha para fugir dos seus problemas, mas quem é que evita a todo instante o debate? Se Adão fosse um sociólogo, ele abriria os olhos da população: "Basta de guerra aos pobres, disfarçada de guerra às drogas!".

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

[Ed.#23]Aspilão: Bom reaça nega qualquer Gênio. Mas esse?!

"O prestígio do governo foi sem dúvida rebaixado consideravelmente pela lei proibicionista. Nada é mais destrutivo ao respeito de um governo e à lei da nação do que aprovar leis que não podem ser cumpridas. É um segredo escancarado que o danoso aumento na criminalidade deste país está intimamente relacionado a isso"

Albert Einstein

[Ed.#23] HempTube: Outro lado do Mundo – A Mesma Coisa!

Já que o ErvaMundi sobre o Japão ainda vai demorar, resolvemos mostrar logo esse vídeo pra vocês! Trata-se de uma filmagem de uma loja de departamentos no Japão que tem inúmeros itens relacionados à Cannabis. Todo esse amor pela Santa Maria nos faz pensar o quanto as contradições do sistema estão presentes até no lado oriental do globo.

Para quem vê distraido, as cenas parecem tiradas dos famosos pub holandeses, mas não é nada disso. Longe de ser legalizado, as leis japonesas sobre a maconha são bastante rígidas e prometem prisão por até cinco anos àqueles que portam pequenas quantidades e sete anos àqueles que vendem. Em matéria sobre a questão das drogas no Japão, é interessante analisar o fragmento a seguir, que contém aspas do Ministro da Saúde:

“ ‘Não há necessidade de seringas e passa toda uma sensação de que é legal. Para os recém-iniciados nas drogas, a barreira é baixa’, disse o ministério enquanto tentava explicar a sedução da planta. O ministério também advertiu que o THC “pode causar alucinações” e que a maconha “também é conhecida como droga inicial’. ”

Discurso bem familiar ao encontrado por aqui, não? Vamos ao vídeo… que tem a trilha sonora de Marcelo D2 e Bezerra da Silva! Logo de início, a sábia pergunta: “Se Leornardo da Vinci, porque é que eu não posso dar dois?!”

Entra na roda aê, galera!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

HabitualÓbito: A Polícia que Mata, Protege?

“Um suspeito de tráfico de drogas foi morto nesta segunda-feira (3) durante uma operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) na Favela Parque Alegria, no Caju, no subúrbio do Rio.

O capitão do Bope, Ivan Blaz, informou que o suspeito revidou com tiros a chegada dos policiais à comunidade. Segundo o capitão, com o suspeito foram encontrados carregadores de armas, duas pistolas e farta quantidade de drogas.”

Tudo no G1

Esse foi ontem, mas não acabou. Hoje o post é macabro, tal qual o histórico dessas operações.

Pelo menos uma pessoa morreu e outra ficou ferida durante um confronto envolvendo policiais militares do 14º BPM (Bangu) e traficantes na comunidade conhecida como “Selvinha”, em Realengo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Militar, policiais checavam uma denúncia na região, quando foram recebidos a tiros pelos criminosos.

Um suspeito foi baleado perto da Estrada da Água Branca. De acordo com a polícia, ele chegou a ser levado para o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, mas não resistiu. Uma outra pessoa ficou ferida e também levada para a unidade. Ainda não há informações sobre o estado de saúde da vítima.

No G1

Pra uma segunda-feira parece bom? Mas a verdade é que a guerra não para, nunca. Quem mora em favela ou comunidades carentes sabe bem que é essa a rotina, tiroteios, bala-perdida. E nenhuma mudança, no decorrer dos anos. Ninguém aqui discute a função da polícia, mas sim o que faz da polícia esse órgão produtor de óbitos habituais, sem se quer um por cento de melhora na segurança do Rio de Janeiro. Hoje teve mais, se liga:

“Um homem foi morto e uma pistola apreendida durante operação realizada pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) no Morro do Urubu, em Pilares, Zona Norte do Rio. As informações são da sala de escuta da Polícia Militar.”

do G1

O saldo, cidade:

45 mortos e 22 feridos em 04 meses!

Alguém mais acha que tem algo errado? Entre na roda e manifeste-se pelo fim dessa guerra inútil. Até quando vamos permitir isso de braços cruzados, quando não escondidos da bala perdida. Quem será o próximo suspeito?

[Ed. #23] Chapa2: Contraditório? Que nada…Só um pouco!

Há mais ou menos duas semanas atrás as organizações Globo deram um verdadeiro show de reportagem com um assunto que a gente abordou aqui também, as drogas lícitas. Se engana quem está pensando em cerveja ou tabaco, as drogas lícitas tão lícitas que alguns chegam até a esquecer que é droga. A matéria falava sim da mistura de ervas, feita de forma programada para um determinado fim: o de simular os efeitos da maconha. Pois é, não tem cheiro de maconnha, mas dão o mesmo barato. E não é ilegal pois o não contém THC.
Enfim, parece que jornalistas e editores gostaram tanto da notícia que resolveram dar aquele show. Publicação online e – pasmem! – capa da revista semanal de Domingo do jornal O Globo! Uma mega divulgação dos produtos que fazem mal mais do que a maconha, mas “tiram a consciência” da mesmo forma, já que o cigarro é o famoso “ouro de tolo” e a cerveja é a rainha dos males do dia seguinte. A erva legal não, chapa a cabeça extamente como maconha. E pareceu tão boa que ganhou repercussão nacional.
A loja Semente de Maconha, que não vendia as drogas legais, passou a vender. Afinal, com esse marketing divino, não teria como nem porque deixar de fora os usuários do Brasil, mesmo ela estando lá na Holanda. E é aqui que o Chapa2 de hoje começa e pega força. Veja bem, todos os leitores do Hempadão devem estar por dentro de como a Semente virou pauta da Globo, neste último final de semana: Clique aqui e leia o Chapa2 especial. Mesmo levando em conta que as matérias são assinada por profissionais diferentes, devemos analisar a tamanha contradição:
Um mesmo veículo de comunicação com publicações tão díspares sobre o mesmo assunto? Numa semana aborda e concede visibilidade à drogas legais que simulam o efeito da Santa Maria, e na outra, com menor proporção, resolve apontar dedos para o comércio de sementes, que não é crime previsto por lei, já que a semente também não contém thc, e ainda acusar blogs sobre cannabis de apologia. Que maravilha…não? De se esperar, na verdade. O que acontece é que políticas e opiniões de drogas seguem no século vinte e um batendo cabeça. Sem dar conta de suas contradições, o maior veículo de comunicação do país escreve as linhas de nosso tempo. Um mesclado de ignorância e desenvolvimento técnico-científico.
Liberdade de expressão e pessoal se confrontam cada dia mais, no espaço virutal, com o moralismo furado das grandes instituições. Por aqui o Hempadão assiste a tudo, de olhos ligeiramente avermelhados, mas sempre pronto pra um debate íntegro, que visa inteligência e sabedoria na solução de um erro histórico a cerca da proibição de uma planta. Acusar sem pensar ou veicular sem saber, práticas tão comuns que me permitem dizer: eu chapado sou mais sóbrio. Consciência é conhecimento.

[Ed. #23] OnWave: Bloggers! Novo espaço do Hempadão!

Bloggers

Agora o Hempadão tem mais uma sessão. Dedicada a todos os blogs que entram em contato. No OnWave cantamos as pedras dos picos onde você não pode deixar de ir, conferir. Seja uma loja, um jogo, um vídeo ou um blog. A sessão Bloggers funcionará com pílupas-post, sempre que algum novo blog fizer contato. A lista é atualizada a qualquer hora. E o OnWave vai sempre dar uma força, claro. Diferentemente do Passando a Bola, que é o espaço de respeito aos veículos de comunicação sobre a cannabis, a Bloggers indica sobre qualquer conteúdo, afinal, à vastidão do humor ao amor somos pertencidos. 

Já de cara vamos inserir mais um rico espaço. Que evidentemente será devorado pelos nossos leitores mais ávidos. Trata-se do blog da psiquiatra Marisa Felicissimo, de excelentes layout e conteúdo, click e viaje:

marisa

Convidamos formalmente para que a Doutora tenha um espaço cativo aqui no Hempadão. Entra na roda quem faz votos…

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

[Ed. #23] BeckBeat: Pra Lá de Marrakesh!

por Café com Leite

Hoje a música é viajante, mas o DJ é que esqueceu uma ponta no bolso de uma calça, dentro da mala, e foi preso no aeroporto de Dubai no fim de 2007. Foi condenado a 4 anos de prisão e a ser deportado após cumprir pena, mas conseguiu sair depois de 10 meses. Ele foi preso horas antes de um show que já tava com a lotação esgotada. Além disso ele tinha um programa famosão na rádio  inglesa, a BBC, que aliás voltou a fazer depois: Click ouça! Portanto, quando forem a Dubai, se liguem! Mas enquanto não estamos em Dubai...

Grooverider - Rainbows of Colour

Viaje seguro!

[Ed. #23] Pergunta: Você acha correto legislar sobre a manifestação de idéias?

A primeira edição da nossa editoria de voz popular foi um sucesso. Contamos com mais de 300 votos para responder a seguinte pergunta: Em quanto tempo o Brasil vai legalizar? Interessante foi perceber que a galera de fato está bastanteenquete01 otimista. O resultado campeão foi que a Santa Maria estará legaliada entre apenas 1 ou 5 anos. A disputa foi difícil, e o segundo lugar foi a segunda resposta mais otimista: 6 a 10 anos.

Muita gente também entrou na roda para dar a opinião, o que enriqueceu o debate. Mas o Hempadão tem mesmo interesse é no que teriam a dizer as 20 pessoas que votaram que a legalização vai demorar mais de 40 anos… essas não deram explicações. Talvez alguns nem tenham efetuado voto. Não querem que a legalização chegue. É legal sugerir a reflexão de como o Rio de Janeiro vai estar caso a maconha não seja legalizada nos próximos 40 anos. Seriam traficantes os que querem protelar a legalização ao máximo? Ou seriam aliados dos traficantes?

Enfim… ainda longe – ou perto – da legalização, os brasileiros sofrem aqui no país o terror da “Apologia”, uma palavra de concepção ultra subjetiva, que tem servido a todo tempo para calar o debate a favor da mudança da lei. Ora enquadram ministros, ora proíbem a Marcha, censuram opiniões, manipulam informações, todo aquele jogo que estamos acostumados a ver. Pensando bem sobre tudo isso, formulamos a nossa pergunta de hoje: Você acha correto legislar sobre manifestação de idéias? Ou seja, você concorda que possam ser estabelecidos limites para a produção e veiculação de idéias? Nos EUA a Primeira Emente proíbe de cara o congresso de legislar sobre isso. Em verdade esta lei serviria como uma proteção do Estado ao que poderia ver e ouvir sua população. Mas isso é necessário?

Incitar o consumo de drogas não é proibido, tanto que fazem o tempo todo os comerciais de cerveja e também as drogarias. A maconha por ser a droga ilícita mais consumida é também a campeã em casos de apologia. Porque será? Ninguém reporta a cultura do crack, nem da cocaína…  e embora se defenda a liberação também dessas drogas, a legalização da maconha – acontecendo no tempo que for – é uma maneira de reduzir danos sociais em diferentes esferas. Falar isso publicamente não quer dizer: “fume!” – o que seria apologia.  Um pouco longe disso, quer somente proclamar: Chega de hipocrisia!

Entre na roda, deixe aí sua opinião.

[Ed. #23] RedEyes: Operações Especiarias! Facão Negro…

por Rubro Bariloche

As autoridades as vezes são mais incoerentes do que qualquer sintaxe em holandês. Sou ex-estagiário e confesso entender pouco – embora tenha melhorado bastante – sobre o português, mas daria pra invertar uma boa piada de portuga falando sobre o que acontece nesse país e em muitos outros por ae. Olhem só essa imagem e me digam vocês se não é no mínimo engraçada.  Nada contra os homens da lei, que foram felizes ao passarem o facão negro em dez mil pés de maconha lá em Ipanema, quer dizer, Santana do Ipanema, Alagoas.

Na traseira do carro, que deve ter sido feita para apreensões de bandidos e não de ervas, está escrito bem grande Operações Especiais, mas bem que poderiam mudar para Operação Especiarias, né não? Lembram do tempo da escola, em que as caravelas portuguesas iam às Índias buscar todo tipo de ervas e cravos? Pois então… é por ae o posicionamento da polícia obrigada a fazer serviço de trabalhador rural. As fotos são da própria polícia de Alagoas.

Aqui em baixo quem tá de chapeu de palha tá cuidando do feijão, quem tá de boina tá desarticulando a plantação de um senhor de 62 anos que caiu na tentação ainda criminosa de cultivar maconha. “Sou nascido e criado neste sítio. Sempre plantei milho, feijão. Pra ver se eu conseguia controlar mais os problemas de dinheiro, eu fiz essa burrice”, disse o agricultor.

Mais um na cadeia significa mais impostos a serem pagos por nós. Burros somos nós de não recebermos os impostos da maconha plantada em todo território nacional e além disso, pagar pra combaterem. Que tal legalizarem a inteligência?

Click ae pra ver a matéria na Globo!

Ah, o concurso para estagiário vai rolar! Mas no tempo de Jah. Abraço, povo!

domingo, 2 de agosto de 2009

[Ed. #23] DicoveryHemp: O Sistema Endocanabinóide!

por Dr. Moura Verdini

A ação de toda subtância química depende de receptores específicos em determinadas células do nosso organismo que, ao receberem determinada substância vão desencadear processos químicos que causarão os efeitos fisiológicos característicos. Com os componentes da Cannabis não é diferente. Recentemente foi descoberta a existência de receptores canabinóides no nosso organismo. Tais receptores, presentes em alguns tecidos, são responsáveis pela captação de canabinóides como o THC e pela posterior produção de seus efeitos no organismo.

Receptores EndocanabinóidesO primeiro receptor canabinóide (em verde nas figuras), descoberto em 1990, foi encontrado em células do cérebro e está presente em células de todo o Sistema Nervoso Central (SNC), além de em células do tecido adiposo (células de gordura) e do sistema nervoso entérico, que controla a digestão e o apetite. Pode ser encontrado também em células sanguíneas, nos músculos e em células do trato gastro-intestinal. Esse receptor é chamado de CB1. O segundo receptor canabinóide, o CB2, está presente em células do sistema imunológico, responsável pela defesa de nosso organismo contra patógenos. Esses receptores são responsáveis pela captação de canabinóides internos, como a anandamida e o 2-AG, que são produzidos no nosso organismo e responsáveis por ativar as funções do sistema endocanabinóide. Além desses dois mensageiros químicos Receptores Endocanabinóidesexistem antagonistas que, ao se ligarem aos receptores canabinóides ativam efeitos contrários aos dois mensageiros citados anteriormente que são agonistas. Existem ainda, dentro das células, enzimas capazes de destruir os endocanabinóides no momento de sua entrada, para evitar que seus efeitos perdurem por mais tempo que o necessário.

É de fundamental importância o conhecimento de como o sistema canabinóide se expressa nos diferentes órgãos, incluindo o SNC e o sistema digestivo, para que se possa conhecer melhor os efeitos do uso da cannabis e como este sistema endocanabinóide pode ser utilizado no controle de várias patologias, como obesidade mórbida e tantas outras que já foram citadas aqui no Discovery Hemp.

Os mensageiros endocanabinóides  funcionam como mensageiros retrógrados, ou seja, agem inversamente à maioria dos mensageiros. Os neurônios estão interligados através de sinapses, que são regiões que ficam entre o final do neurônio pré-sináptico e o início do pós-sináptico. Dois neurônios nunca se tocam, então a sinapse é fundamental para a passagem de informações entre eles. Essa passagem ocorre na sinapse através de mensageiros químicos passando do pré-sináptico para o pós-sináptico. Porém, os endocanabinóides são produzidos no pós-sináptico e agem no pré. Isso se deve ao fato de eles serem moduladores locais, ou seja, eles modulam a passagem de mensagens entre neurônios. Quando ocorre um desequilíbrio celular eles são liberados e param a produção de mensageiros químicos nas sinapses. Quando são captados pelas células, os endocanabinóides são rapidamente destruídos. Portanto, a disponibilidade de endocanabinóides ocorre pela produção quando necessário e destruição após sua ação. Níveis anormais de endocanabinóides podem ser responsáveis por algumas patologias e disfunção.

Os endocanabinóides são capazes de modular a secreção hormonal, resposta imune e inflamatória, além de funções fisiológicas como a cardiovascular (altera frequência cardíaca e vasodilatação), a respiratória (hiper ou hipoventilação e broncodilatação),  reprodutora (inibição da secreção de testosterona e relaxamento uterino) e ocular (diminuição da pressão ocular).

Futuramente o Discovery abordará outros aspectos importantes do funcionamento desse sistema.

Tabela 1. Localização dos receptores endocanabinóides.

CB1 • Córtex, Hipocampo

• Gânglios da Base

• Hipotálamo

• Cerebelo

• Medula espinhal

• Gânglios da Medula Dorsal

• Sistema Nervoso Entérico

• Adipócitos

• Células Endoteliais

• Hepatócitos

• Músculo

• Trato Gastrointestinal

CB2 • Sistema imunológico:

– Células T

– Células B

– Baço

– Amígdalas

– Células Microgliais Ativadas

[Ed. #23] DownDois: Natureza Selvagem! Sem thc…?

enviado pelo leitor Dexter Alves

Pegando rabeira no concurso do novo estagiário do hempadão, eu, na minha humilde condição de nunca ter escrito um texto jornalístico,  não posso deixar de compartilhar um dos melhores filmes que vi nos últimos anos.

Eu sei que a maioria dos filmes que são postados aqui no DownDois tem como atrativo a retratação das doideras de vários malucos no mundo das drogas, porém,  Into the wild (2007) , rema ao contrario a essa idéia. O filme é uma visão do diretor  Sean Penn em cima do livro escrito por Jon Krakauer em 1996.  Ele  conta a história de um cara chamado Christopher McCalndelss, que logo após se formar na Universidade de Atlanta, em 1990, doa toda sua conta bancaria economizada, num total de 24 mil dólares, à instituições de caridade e desaparece sem avisar ninguém, em busca da sua verdade. A partir dessa fuga, Alexander Supertramp, como Chris se auto batiza, encontra várias aventuras e pessoas que sentem as suas vidas mudadas após conhecê-lo.  Com a trilha de Eddie Vedder, o filme é uma boa pedida para queimar unzinho e assistir com namorada nesse inverno.

Titulo Original: Into The Wild

Titulo no Brasil: Natureza Selvagem

Gênero: Drama

Ano de Lançamento: 2007

Áudio: Português

Tamanho: 700mb

Nota do Dexter:  10!

Download: Dáumdois!

sábado, 1 de agosto de 2009

[Ed. Especial!] Chapa2: Semente no Globo Online!

O Chapa2 é a editoria de política no Hempadão, veículo de informação sobre a cannabis. E parece que o assunto a ser debatido na pólis não pode ser outro, afinal, a linha tênue entre  defensores da legalização e apologistas foi ameaçada. O Hempadão é um blog e possui anunciantes que pagam por espaço, assim como acontece em qualquer veículo de comunicação.

A reportagem do jornal O Globo, assinada por Antônio Werneck, coloca o site Semente de Maconha, anunciante deste blog, no alvo de uma intimidação policial sob suspeita de apologia ao uso de drogas. A questão passa então a se estabelecer no âmbito jurídico, já que a loja é holandesa. Seria necessário que buscássemos opiniões embasadas na lei, e sobretudo calcadas na natureza do cyberespaço. Mas não é bem isso que o nosso debate propõe. Deixemos que essa esfera seja averiguada pelas instituições pertinentes.

O Hempadão tem sim a necessidade de esclarecer a cada leitor que de maneira alguma pode ser responsabilizado por qualquer irregularidade que esteja além da nossa busca por informação e representação cultural. Da mesmo forma o jornal o Globo, por exemplo, não poderia nunca ser acusado pelos crimes de sonegação de impostos de um possível anunciante. Existe uma famosa frase que diz, em qualquer comercial, seja ele qual for e onde estiver: “o veículo não tem resposabilidade sobre o conteúdo oferecido por seus anunciantes”. Mas no blog do Jorge Antonio Barros, o Repórter de Crime, a inclinação já foi completamente diferente. E esse texto foi o mesmo postado no blog frequentadíssimo por nós, o SobreDrogas.

A tentativa de associar a loja Semente de Maconha ao Hempadão só é possível pelo ambito comerical, de publicidade, ou seja, venda de espaço para visibilidade do público leitor. Ora, na condição de veículo de maior importância jornalística, a Globo publicou três textos onde está inclusive à mostra a logomarca da loja, conseguirá provavelmente gerar mais visitações do que pôde fazer o Hempadão durante alguns meses de mídia. Mas enfim, ao por em xeque a figura do grower – pessoa que faz o plantio da erva –,  o jornal faz feliz o traficante, que odeia a venda de sementes de cannabis com fervor. Países de culturas bastante assimiláveis à nossa, como a Argentina, já são muito mais flexíveis ao auto-cultivo e assim conseguem de forma muito mais inteligente controlar o consumo de maconha.

Quando, na década de oitenta, o Planet Hemp já gritava a famosa expressão: “Não compre, plante!”, foram presos por apologia. A Marcha já foi proibida em noso país, mas espero que não seja nunca mais. Os percalços para a legalização fazem parte de uma história que escrevemos hoje. Daqui a alguns anos pode ser que vire “piada de salão” o laudo que precisa esperar a germinação de uma semente. Enquanto isso, portar maconha é crime, semente não. Incitar o uso de maconha é crime, mas informar cada vez mais sobre o assunto não. O Hempadão se posiciona como um veículo de comunicação aberto a todas as opiniões e que em sua luta pela sobrevivência se fortalece do direito de livre expressão.

[Ed. 22#] Ervamundi --------------------------------> Bahamas!

Hoje o Hempadão comemora 5 meses de existência! Mas não para na busca por informações e cultura da cannabis. Aqui no Ervamundi, coluna de sábado, damos sequência à ordem alfabética de letras para descobrir como a Santa Maria é tratada por aí afora. Já mapeamos todos os países com a letra A, e hoje  começamos com a letra B, sendo o primeiro país caribenho, próximo de Cuba e dos EUA, banhado pelo atlântico, as Bahamas. 

Já falamos aqui no Hempadão que ilhas são geralmente locais prediletos por tribos jovens afim de se conectar com a natureza. Por lá não é diferente, mas imagine que no mês passado um grupo de meninos se perderam na região de Andros, e no meio do mato fechado e eles encontraram uma imensa plantanção de maconha! Que trip, não? Ou seja, por lá a plantação a ilegal também existe. Segundo a opinião de uma ex-primeira ministra das Bahamas, o problema do país com a marijuana começou somente em 1979, quando Bob Marley teria visitado o país em turnê. É mole?

Segundo ela, o país que havia acabado de se tornar independente, tinha em seu imaginário coletivo um tanto de medo sobre os efeitos sociais que a erva poderia trazer. O que acabou depois da visita de Bob? Ora, que argumentozinho, hein? Mas enfim, por lá há também a preocupação com a camada jovem, ainda em fase escolar, que acaba entrando em contato com as drogas, que de forma ilegal, consegue penetrar o meio de forma ainda mais fácil – para quem consome – e oculta, aos olhos do Estado. Apesar de não terem informações suficientes, sabe-se que por lá a maconha é também a droga ilegal mais consumida, chegando mesmo – ah, é claro – a preocupar as autoridades.

Apesar de possuir plantações ilegais, o país é muito mais rota para o tráfico internacional do que produtor. Além disso, lá não parece ser o melhor lugar para se passar umas férias enfumaçadas. Segundo relato de muitas pessoas que já foram lá, a maconha vendida é da pior qualidade e, pior ainda, absurdamente cara. O que se diz é se você não conhecer um grower, é melhor não tentar comprar, afinal, pode ser facilmente enganado. Pois é, mazelas da proibição. O ErvaMundi de hoje fica por aqui. Semena que vem o Hempadão viaja a outro país remoto, caímos para dentro dessa trip-pesquisadora rumo à Ásia, Bahrein. Será que rola? Entre na roda e garanta a viagem!

[Ed. 22#] RastaFórum: Quem é o Verdadeiro Rei? Big Bob!

Faz parte da cultura nacional recrutar personalidades para levantarem o título de reis ou rainhas. De cara podemos lembrar do Rei da Música, o Roberto Carlos, talvez o mais contestável de todos, não? E tem também o Rei Pelé. A Xuxa foi eleita e será pra sempre a “rainha dos baixinhos”. E tem até o mais novo finado, o Michael, “Rei do Pop”, sem esquecer o Elvis, que é o “Rei do Rock”.

Todos esses reinados, constestáveis ou não, não são maiores do que o do nosso Rei, que não precisa de títulos, mas o tem aqui na Hempada, berço de sua editoria. Fomos dar uma olhada nas comunidades das personalidades acima, e olha que engraçado: Roberto Carlos tem, em sua maior comunidade, 57 mil membros. A Xuxa conta com somente aproximadamente 76 mil membros. Já o querido e honroso Pelé, possui em sua maior comunidade um total de 94 mil associados. E até mesmo o Elvis ficou para trás, contando com somente 56 mil membros em sua maior comunidade. Já Bob Marley conta com uma comunidade de – pasmem – 175 mil membros! Perde só para o Jackson, mas enfim, ele é pop.

MsBM

Longe de querer eleger o rei dos reis, porque seria uma maluquice, é legal propor uma refelxão sobre como e porque o Bob Marley se tornou o fenômeno que é, não só no Brasil, mas em todo o mundo. Pena a comunidade estar aos trapos, mas fazer o que?

O RastaFórum precisa da contribuição de vocês: entre na roda e deixe sua sugestão de pauta. Que mais vamos falar sobre Bob?

Grande abraço. Paz e luz!

[HempaRádio] A PlayList enfumaçada…! Tap`nd Play já!

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