Mostrando postagens com marcador 16. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 16. Mostrar todas as postagens

sábado, 20 de junho de 2009

[Ed. 16#] Ervamundi -----------------------------------> Argélia!

800px-Flag_of_Algeria.svg
Desembarcamos com atraso na Argélia. A viagem foi tensa, chegar é um conforto. Mas será que rola bom aqui no país onde metade da bandeira já é pintada de verde? Estamos na África, e a República Democrática do Povo da Argélia faz fronteira com o Marrocos, país tradicionalíssimo no plantio  e exportação da Santa Erva. Mas não há boa notícia de legalização, principalmente em países pobres.
Então avisamos desde já que na Argélia a posse e o tráfico de drogas –incluindo   aqui a maconha, embora ela não seja uma droga – tem pena prevista de até 20 anos de dentenção. Mas isso tampouco inibe o tráfico de drogas. A organização criminosa de lá se chama Tuareg e se sustenta contrabandeando gasolina barata, importando cocaína da Colombia e comercializando o haxixe que é produzido localmente. A maconha lá é tradicionalmente usada como chá, chamado de kif, assim como no Marrocos.
O poeta e filósofo Théophile Gautier, após a conquista da Argélia em 1845, disse: “O haxixe está substituindo o champagne”. A frase se deve ao fato do nível de consumo de THC ser realmente alto na Argélia. Numa matéria de um canal portugês de notícia, podemos observar que a proibição produz, de fato, mal em qualquer lugar do mundo, se liga:
“As apreensões de canabis que ultrapassaram 20 toneladas desde Janeiro e poderão chegar às 60 até ao final de 2009.
A Argélia, que era um país de “trânsito” da droga, está tornado um país de “fixação” para os narcotraficantes, avisou a polícia.”
Como podemos observar, não cabe ficar dizendo que a culpa é do povo argelino. É do governo a culpa, ou não? Se há tráfico sem dúvida é porque há consumo, mas se há consumo e é impossível apreender todas as formas de contrabando…e toda droga apreendida não é nada diante tudo que há, então porque sustentar a proibição, mesmo sabendo que é ela a condição fundamental para a fixação do tráfico?
A Argélia tem um posicionamento geográfico interessante. Muitos países africanos fazem fronteira com ela, além disso, ao sul norte o país tem litoral no mar mediterrâneo, o que facilita o escoamento da droga para a Europa. É uma pena que por aqui esteja ainda viva a idéia de que é possível haver uma sociedade completamente limpa das “drogas”, é isso que acreditam os povos árabes. Temos que respeitar cada cultura, mas um dia com certeza eles também perceberão que a política sinistra de repressão está causando muito mais mal do que bem. Basta observar o crescimento do tráfico e, também, o número de usuários.
Aqui, como em quase qualquer lugar do mundo, a proibição não proibe! Para finalizar mais esta viagem, conseguimos trazer para o leitor da Hempada um clip no mínimo curioso de um cantor argeliano chamado Jimmy Oihid. Não dá pra entender nada, né? Mas como é reggazin, deve ser legalized! Tap`nd Play:
Então nos despedimos daqui e vamos para um destino maneiríssimo, de encontro a nossa queridos hermanos! Seguimos a ordem alfabética de países, mapeando cada um deles e sua relação com a Erva. O Hempadão pilota o bonde, entre na roda e faça essa turnê valer a pena! Sábado que vem estaremos nós na Argentina! No ritmo do tango e na marola de buenos aires…

[Ed. 16#] Rastafórum: Yes Man, Try to Remake!

Diversas vezes esse som do REI foi refeito, e é claro que isso é ultra justificável. No Woman, No Cry foi escrita em 1974 e embora não tenha sido registrada oficialmente no nome de Bob, é mais do que evidente que a letra é dele.
O som foi regravado bandas como Joan Baez, Rancid, Sublime e aqui no Brasil, por Gilzinho. A versão que vamos ver hoje é um cover do The Fugees. De forma peculiar e genial, se liga:

sexta-feira, 19 de junho de 2009

[Ed. 16#] HempSong: 100 Gramas de Maconha ou Um Maço de Cigarro?

Rapaziada, esse não é o som mais explanado de todos. Não fala somente de maconha, de ondas ou de conversas com pitágoras. Mas MVBill hempresenta e muito, não? Hoje não tem player incorporado, vamos de vídeo clip. A música é “Só Deus Pode me Julgar”, e é destinada a todos aqueles que já sofreram ou sofrem qualquer tipo de preconceito, dentro ou fora de casa. O clip é foda. E você já sabe qual é o esquema né? A dica é tap’nd play!

[Ed. 16#] bONG: Candidata à Miss sofre na mão da Guarda!


por Marco Hollanda
O bONG desta semana entra chapadão no clima do concurso Miss Marijuana 2009. O Hemponauta mais atento já deve estar ligado que uma das perguntas do questionário canábico enviado às candidatas questiona se elas já passaram por algum tipo de aperto na mão da Guarda Negligente. Para começar, vamos saber o dia que Nathalia, a candidata 01, viveu momentos de pura bad trip na bela cidade de Salvador (BA).
Um dos locais preferidos por qualquer maconheiro para incendiar a palhoça é a praia. O fresco da brisa do mar e o contato mais íntimo com natureza é um potencializador do estado de chapação e com a nossa candidata à Miss a história não é diferente.
Praia de Stella Maris
Com um grupo de amigos e uma viola para dar o ritmo da roda, nossa Nath já estava no ritmo das ondas e do balançar dos coqueiros da paradisíaca praia de Stella Maris. Naquele dia, a oferta era boa e havia erva suficiente para todos os presentes se deliciarem com muitos tragos.
A chapação era tanta que nossos amigos não perceberam que estavam sendo observados por um casal que estava à paisana na orla. No momento em que todo mundo já se divertia horrores gastando a onda, o ‘inocente’ casal chega mais perto da galera e se apresentam como policiais.
De início, nossa amiga Nath não levou muita fé no que dizia a dupla. Foi necessário ver os distintivos para ter a real noção de que o teto tinha ficado preto de verdade. Depois disso, alguém percebeu havia uma viatura da guarda baiana estacionada bem próxima ao grupo. Um bote certeiro que anulou qualquer poder de reação.
Naquele instante, boa parte do flagrante que os Tiras procuravam já estava esfumaçando na mente. A estratégia foi abrir o jogo e entregar a pequena quantidade da Santa Erva que ainda não tinha sido queimada. O que restava, serviria apenas para um simples registro na delegacia.
A Guarda sentiu o primeiro golpe, mas não se deu por vencida. Na reação, jogou pesado com toda Negligência afirmando que dentro da viatura tinha hempa suficiente para levar todo mundo em cana. Sem deixar a peteca cair, aplicou logo em seguida o segundo golpe e ameaçou levar todo mundo para passear de camburão se nossos amigos chapados não fizessem logo uma vaquinha para encher o bolso da guarda.
Mas a mais chapada de todas, nossa amiga Nath, até que gostou da idéia de passear no carro da Guarda. Felizmente, um amigo um pouco menos doidão a convenceu do contrário.
Depois de passar o chapéu na mão da galera, a guarda se deu por satisfeita com os 150 reais arrecadados. Grana suficiente para se curtir o restante do dia se embebedando em algum boteco de Salvador.
O bolso ficou vazio, mas nossos amigos foram liberados. E apesar do susto, nossa candidata a Miss afirma que não vai deixar fumar a Santa Erva apreciando as belezas da natureza por causa do golpe que sofreu na capital baiana.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

[Ed. 16#] Hemportagem: How To Roll! ou Como Enrolar!

por Pietro
Junho de 2009, dois séculos se passaram desde a criaçao da tradicional arte japonesa da dobradura de papel, o origami. Os artistas eram capazes de fazer dobraduras das quais você nem imaginaria ser possivel. E agora estamos no século XXI, e os dobradores de papel continuam a nos impressionar. Mas aqui é Hempadão, e nós queremos ver mesmo o pessoal que pega na massa e faz a sua propria Hempada.
Voce realmente sabe apertar um Het?
Há quem diga que sim, que claro, sou o maior bolador do meu bairro. Eu bolo até no escuro. Mas a galera aqui vai muito além disso, e o Hempadão, com o uxilio de videos do "Daily Smoker", vai apresentar para vocêss Hets inusitados.
O Cone
joint_and_box_by_j_trogenCone
Qualquer bom bolador sabe como dar o ar da graça a um CONE. Feito sob medida, com mais na ponta e reduzindo simetricamente e aquele roach de papel na ponta faz com que o cone seja uma das formas mais perfeitas para se apreciar. A galera do Daily Smoker sabe muito bem do que eu estou falando, e ensinam veja o video  AQUI.   
A Cruz
Por mais absurdo e inusitado que possa parecer, o nome diz tudo. Imagina a carburação do beck aceso nas três pontas. E ainda no formato de cruz, amém!
"Este é o futuro dos baseados... Isto é o que seus filhos vao fumar."
Saul Silver - Pineapple Express. O Daily Smoker vai joga e ensina a fazer uma diferenciada, da um look no video: AQUI
DSC_0026Cruz
Tulipa
Uma das flores mais raras do jardim do Éden. O real valor dela esta em seu recheio, da uma olhadinha como que o Daily Smoker faz, AQUI 
Tulipa copystep8-large-tulip-joint

Helicóptero
Esse é o nivel avançado dos Joints, tanto para bola-lo quanto para encara-lo. Quem é o pulmão de aço que vai encarar? A galera do Daily Smoker ta ai para mostrar AQUI
Helicoptero copy
wind8
Espero que depois dessa liçaozinha voce fique mais por dentro e se torne o verdadeiro Roller! A Hemportagem fica por aqui, mas semana que vem tem mais.
Hempadão – saciando sua larica de informação!

[Ed. 16#] Adão e Erva: Moleque Maluco! Bud na Lasanha!

Matéria original - Click!
O sangue de Adão tem poder! E cada homem carrega em si o contato natural, vivo, limpo, intrísceco e sobrehumano, que Adão tem com a Erva. Seja de onde for e mais, independente da idade. Muitos negam essa verdade, passam a vida inteira longe da mulher amada, mas não é isso que Adão faz. Nem foi isso que um moleque de cinco anos resolveu fazer em sua escola, em Miami, Flórida.
Acredite se quiser, o pequeno filhote de Adão levou um pacote de maconha para a escola e resolveu fazer uma surpresa especial para seus amigos! Sim, o moleque temperou a lasanha da criançada a Erva, como se fosse orégano. Não era. Infelizmente a serpente pegou a pequeno infrator no flagra. Imagina a carinha do pequeno maconheiro, ao ser pego!
É claro que é um absurdo que uma criança desse tamanho tenha posse de uma substância que exisge tanta responsabilidade quanto a cannabis. A polícia foi chamada, mas o que não sabiam os outros alunos é que eles se livraram do melhor almoço da vida deles. Iam comer e depois, misteriosamente, ia dar uma vontade de comer mais! E depois um soninho… dormi!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

[Ed. 16#] Aspilão: A minha também…de quem mais?


"O fato de que podemos nos opor ao consumo do cânhamo sem ao mesmo tempo nos opor ao consumo do álcool foge a minha capacidade de compreensão."
William Burroughs; escritor, pintor e crítico social estadunidense

Pé na Marcha da Maconha 2009: Diretamente de Sampa!


Unzinho Marcha from vinisius zen on Vimeo.
No dia 03/05/2009 deveria acontecer a Marcha da Maconha em São Paulo e em várias outras cidades do Brasil e do mundo. Mas como pensar e manifestar opinião é encarado como um "risco social" os membros da Marcha da Maconha tiveram a honra de uma escolta armada. O fato se repetiu na reunião aberta algumas semanas depois. Até quando discutir leis nesse país vai ser um problema? A proibição é um ato que fere o direito constitucional de se manifestar, debater, discutir leis. Em breve estaremos lá novamene. Acompanhe:
www.unzinho.com
www.marchadamaconha.org

[Ed. 16#] HempTube: Minc na Comissão de Segurança!

A tão esperada Comissão de Segurança Pública enfim se reuniu para botar o Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, na parede. Segundo os argumentos fajutos de muitos dos deputados presentes, o Ministro não deveria ter prestado sua imagem ao movimento de pessoas “nítidamente chapadas”, como diz o deputado Paes de Lira. São seis minutos de ladainha, mas você guenta:
Segundo a opinião do deputado, o juiz que autorizou a Marcha está equivocado. E ele defende isso por mais uma vez dar voz ao equivoco de taxar a Marcha da Maconha como um movimento de apologia. Não é. O movimento a favor do aborto não aponta para as grávidas e diz “Aborte!”, assim como a Marcha da Maconha não se remete ao careta para dizer: “Fume!”.
Quer dizer então que não se pode mais debater a lei nesse país? Tem que explicar melhor. Aliás, eu não entendi nada mesmo foi na hora do “mecanismos de legalização do tráfico”! Como se legaliza o tráfico? E logo na sequência, que engraçado: O deputado fica indignado que na Holanda não se pode fumar cigarro, mas sim maconha. E diz que não quer isso para o Brasil. Deputado, o senhor já parou para analisar qual política é mais efetiva? A nossa ou a da Holanda? Bem, os principais países da Europa estão imitando Amsterdam.
Aí depois o Capitão Nascimento baixa e ele culpa os usuários, de novo. Diz que o estudante de PUC-SP que estuda jornalismo e fuma um depois da aula tem as mãos manchadas de sangue. Parece que ele não sabe que amanha esse estudante vai ser assessor de deputado, ou ministro. Enfim, Paes de Lira “não acredita em legalização”. E é claro que não é o único. Veja na matéria da TV Câmara como foram os outros pronunciamentos da Comissão:
Comissão de Segurança de Riso, poderia ser o nome. Afinal, dá vontade de rir – ou chorar? – ao ver tantos engravatados proferindo discusos completamente ocos. Não se paupa o discurso preconceituoso, sem embasamento técnico algumo. Enfim, para exercer a nossa democracia, o Hempadão criou hoje mais um espaço: a BadList! Pra lá vão todos os políticos os quais nunca mais receberão o nosso voto. Aqueles figurões, que aparecem por aí dizendo bobagens sem tamanho, que mesmo sendo representantes do povo e tendo salários altíssimos, demonstram instrução zero.
São tantos os personagens que a gente até esquece. Mas aqui vamos cuidar bem de debater e arquivar o que nossos queridos parlamentares andam dizendo por aí sobre a Santa Erva. Se você tem arquivo de matéria, áudio ou vídeo que mostre algum político sendo contra a manifestação democrática em prol da legalização, envie para a gente pelo e-mail: hempadao@gmail.com
BadList

terça-feira, 16 de junho de 2009

[Ed. 16#] Chapa2: Ferreira Gullar e o repúdio ao Minc – Coisa de Maluco!

O poeta Ferreira Gullar nunca esteve tão na mídia quanto por agora, já que foi encontrado em pelo menos dois veículos dos quais temos informações. Primeiro vamos falar do SobreDrogas, blog de leitura obrigatória aos bem informados, onde o poeta apareceu sendo alvo de um desabafo de Rodrigo Pinto. 
“Depois de Ruy Castro, outro grande nome da nossa literatura entra no debate sobre a legalização da maconha. Desta vez, o poeta Ferreira Gullar deu sua colaboração para o melhor entendimento do assunto. E, assim como Castro, a meu ver, de maneira bastante equivocada. Na última nota de sua coluna na Folha de S. Paulo deste domingo, Gullar usa de um artifício muito comum aos que se opõem a mudanças na política de drogas. Ao criticar a presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, na Marcha da Maconha, no Rio, o poeta injeta fumaça na discussão: “E o ministro Carlos Minc na passeata (...)?! Não dá para crer. Qual é mesmo o benefício que o consumo da maconha traz à sociedade?”, ele pergunta.
Ora, a Marcha, que reuniu quase dez vezes mais “incautos” do que previu Ruy Castro também na Folha, não defendeu, em momento algum, o uso da maconha. Aliás, se Gullar tivesse pesquisado um pouco mais sobre os movimentos em defesa da legalização de drogas mundo afora, veria que a tônica não é a apologia, como seu pernicioso comentário faz crer. Ninguém em sã consciência defende o uso de qualquer droga, do cigarro e do álcool à heroína, passando por maconha e drogas sintéticas. Portanto, ninguém, em sã consciência, deve fazer supor o contrário.”
Pouco tempo depois, estava Ferreira Gullar estampado numa edição da revista Época. Na ocaisão, nada de literatura, o papo foi sobre seus dois filhos, que sofrem de esquizofrenia. Durante a entrevista, somente uma vez o nome vulgar da cannabis foi invocado, na última pergunta:
ÉPOCA - Quando seus filhos receberam o diagnóstico de esquizofrenia?
Gullar -
Os dois começaram a falar disparates e a se comportar de maneira anormal. Isso se manifestou quando tinham 15 ou 16 anos. A doença foi precipitada pela droga. Era um período que cheirar cocaína, fumar maconha e consumir LSD estavam na moda. Surgiram anormalidades, mas eu não fiz nada. Atribuía o comportamento deles às drogas.
Estudos conduzem a crer que o uso de maconha pode acelerar o processo que leva um cérebro, já predisposto, à quadros de esquizofrenia. Muitas são as fontes que afirmam isso. Poucas são as que dizem que a maconha pode ajudar, na verdade, no tratamento da doença. Mas de qualquer forma, qualquer um “em sã consciência” não deve atribuir sintomas de disparates e anormalidades ao uso de drogas e simplesmente não fazer nada, vendo isso manifestado em seu próprio filho. 
Nenhuma das fontes que afirmam sobre o potencial da maconha como agente de esquizofrenia mostra dados científicos suficientes, por exemplo, de que dosagem foi estudada. Fora que já se sabe da predisposição dos esquizofrênicos à usarem drogas, mesmo quando ainda não manifestam picos da doença. Ou seja, grande porcentagem desses doentes tem a tendência a verter para o caminho da droga. As pesquisas são então feitas perguntando aos esquizofrênicos se eles consumiram maconha. Mas e o contrário?
Porque não perguntar a cada 4% da população brasileira que já experimentou a erva, quantas delas apresentaram quadro de esquizofrenia? Por duas vezes o poeta se mostra simplesmente ignorante.
Apesar de fazer considerações interessantes a respeito do cérebro como órgão o qual a sociedade não admite o defeito, Ferreira Gullar esqueceu, em seu artigo na Folha, de que a legalização das drogas não defende somente que a fumaça vá pra cuca. Faltou usar a cabeça e lembrar que a maconha precisa ser legalizada justamente por ser uma substância perigosa, que pode gerar prejuizos àqueles com tendências já prejudiciais, ou não.
Gullar descreveu ainda que pacientes de esquizofrenia são muito vulneráveis a fuga. E que ninguém sabe para onde ele vai. Nessa caso, poeta, muitos caem no submundo, se envolvendo não com maconha, mas com crack, tornam-se mendigos, loucos de vez, se apoio da família ou o estado. As bocas de fumo podem e devem desaparecer. Mas isso não vai acontecer como em poesia, numa estrofe de final feliz. É preciso botar a cara como fez o Minc. É preciso marchar como faz a gente.
E por falar em poesia, acho que podemos pensar a maconha tal como Homero. Se temos um relato em verso, como o da Ilíada, que trascorre anos sendo estudado e apreciado de forma universal, é porque algo de bom ele tem. A cannabis acumula dez mil anos de história. Por mais que eu prefira o Poema Sujo à obra de Homero, e você prefira o tarja preta à Santa Erva, é preciso admitir a opinião do outro. O valor do outro. Não seremos hipócritas. 4 e 20 é hora de fumar um e fazer poemas de amor, talvez, ou crítica social. Gullar é referência poética, mas quebrou a ética da intelectualidade.
Querer calar a Marcha? Logo ele, que sofreu com ditaduras?  Chapa2: Entre na roda. Fala o que pensa.

[Ed. 16#] OnWave: OFino da Massa!

O esquema é simples assim, como descreveu muito bem o Neco no seguinte post: lá no Filipeta! Basta entrar em contato, resolver a forma de pagamento, marcar um 10 e… Fino da Massa! Esse é o pico cultural que o OnWave não pode deixar de sugerir. O livro é uma produção alternativa, que nasceu com 500 exemplares. Já estão a venda em pelo menos quatro cidades do Brasil. Pena não ter ponto de venda no Rio de Janeiro. Mas terá em breve…
DSC05157
Enquanto isso… o jeito é mandar um e-mail para filipetadamassa@gmail.com e aguardar a resposta. O Hempadão encomendou agora há pouco um número. E ainda pediu dedicatória do autor!
O custo do livro é R$ 5,00! Com envio, o valor total deve chegar no máximo a 10 pratas. Se tiver mais gente do Rio afim de comprar, é só entrar na roda… vai ver o frete cai de preço, mandando junto.
No aguarde!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

[Ed. 16#] BeckBeat: Viagens Musicais!

por Café Com Leite
Fugindo mais um pouco do reggae essa semana, vamos viajar. Porque todo maconheiro às vezes foge do assunto inicial, não é mesmo?
Os dias andam lindos no Rio de Janeiro, eu gosto especialmente quando tá friozinho e sol, esse sol de maio/junho, cheio de nuances. Clima bom pra procurar outros pontos de vista quando a luz bate diferente. Bom pra raciocinar. Bom pra muita coisa!
Hoje eu trago uma música que sempre me fez ir longe, Take Five, com o The Dave BruBECK Quartet:


Já alucinei muito ao som disso. O álbum inteiro (Time Out) é bom, mas essa música é vício. Abalou as estruturas musicais da época com seu andamento incomum e se instalou no cérebro de milhares de humanos, e continua a se espalhar por aí, agora através também aqui da (Bru)Beck Beat.
Essa semana tá um luxo musical na cidade. Terça-feira tem o incrível show da banda Paraphernalia no Pista 3, que tem rolado toda 3a e é iguaria fina pros ouvidos. Semana passada teve a participação do Hyldon, de "Na rua, na chuva, na fazenda" e "Dores do Mundo", e essa semana tem a Kátia B.
Na quarta-feira é a vez do show do pernambucano Jam da Silva  no Cinemathèque, que já tocou com a própria Kátia B, Paula Toller, Orquestra Santa Massa, e mais um bando de gente boa, aqui, na França e por aí. O disco do Jam é sublime, difícil parar de ouvir. Rolou ao vivo em São Paulo na choperia do Sesc semana passada e quem foi amou, tô louca pra ver aqui! Coisa fina.
E finalmente na quinta-feira, pra completar a jaca do meio da semana - porque é uncool sair fim de semana - rola a força do grave bombando na Binghiton, lá no Cine Lapa, com os DJs Edkilha no new roots, a sua Café com Leite aqui no dancehall, o DJ Juca mandando uns oldies, que nem ele faz na Bangarang, e nosso convidado especialíssimo, o querido DJ Lucio K, nos guiando pela sua "Volta ao Mundo em 80 discos", com dancehall do mundo todo, bhangra, afrobeats, kuduro, tecno-cumbia, latinidades e o que mais fizer o povo rebolar e regozijar! Dá uma olhada no que ele mais ou menos tem em mente nessa matéria: Submusica.com!
Uma semana privilegiada musicalmente. Nada como ser brasileira, nossa cultura é puro luxo, irmão, puro luxo... E não sai caro:
Lista amiga Paraphernalia: paraphernaliabrasil@gmail.com - R$8 até 23h, R$12 após
Lista amiga Jam da Silva: reservascinematheque@gmail.com - R$15
Lista amiga Binghiton: binghiton@gmail.com - R$10 até 0h, R$15 após

Qualidade e preço é na Beck Beat. ;) Viaje tranquilo!
ONE LOVE

[Ed. 16#] RedEyes: Não é para Crianças!

[O nosso estagiário é um menino que não quer crescer, nem aprender a por vírgulas. Mas que eu ri, eu ri]
motivator1890841
Então meus irmão sejam bem vindos ae a mais um redeyes porque hoje a figura é animada tá sabendo são os personagem do clássico pokemon que na montagem encontrada na net virou tokémom com os bichinos Herbie o Tokachu e o melhor que é o Hashmander! Gotta smoke’em all!
E eu não posso deixar de mandar minha mensagem de boas vindas a nova candidats de nosso concurso Miss Marijuana! Linda Bárbara de meus novos sonhos chapados aliás as duas pra outra não ficar emciumada. A disputa tá ficando boa! Até logo rapeize. Fui!

domingo, 14 de junho de 2009

[Ed. 16#] DiscoveryHemp: Primeiras Culturas!

por Dr. Moura Verdini
Continuando nossa viagem ao passado, o DiscoveryHemp segue as pistas deixadas por povos antigos e tenta desvendar a história da relação de nossa espécie, o Homo sapiens, com o gênero da Cannabis.
Através de dados arqueológicos, acredita-se que a cerca de dez mil anos atrás, a partir de mudanças climáticas consideráveis que ocorreram na Terra, o homem iniciou um aumento da complexidade de suas relações sociais desenvolvendo Homo Sapienstécnicas de aperfeiçoamento na obtenção de recursos naturais. Uma dessas técnicas, que revolucionaria a evolução da espécie humana, foi a invenção da agricultura. A partir da agricultura o homem foi capaz de domesticar plantas, interferindo no seu ciclo de vida e evolução utilizando-se dos recursos oferecidos por milhares de espécies diferentes.
E com a Cannabis não foi diferente. Tendo o gênero sido originado na Ásia, a domesticação do cânhamo também se iniciou naquela região, com destaque principal para a China. Os autores sobre o tema discordam sobre quando exatamente se iniciou o uso da Cannabis na agricultura, mas existe uma concordância que foi em torno de cinco mil anos atrás (alguns autores afirmam que foi em torno de 4.000 a.c. e outros afirmam apenas 2.500 a.c). O objetivo das plantações de cânhamo era a utilização de sua fibra para a fabricação de tecidos que eram usados na confecção de diversos objetos úteis como roupas, cordas, redes e papel. A Cannabis também tinha um importante papel na alimentação, principalmente através de seus frutos e sementes, ricas em óleos e carboidratos. Quando teve início a criação de animais, a semente da maconha também era utilizada como ração animal. Vemos portanto, que o cânhamo ocupava uma posição central na economia de populações tradicionais asiáticas. Com a chegada da era cristã, a Cannabis deixou de ter um papel importante na vida de populações asiáticas, mas ainda hoje, o óleo da semente é utilizado para produção de óleo de cozinha no Nepal. Por volta do ano 2.700 a.c. foram descritos os primeiros usos medicinais da erva dentre os quais constava tratamento para malária, reumatismo e constirpação.
Por volta do ano 1.500 a.c. a Cannabis foi introduzida na Europa por tribos nômades vindas da Ásia central. Na áfrica, sua introdução ocorreu por mercadores árabes já na era cristã, entre mil e dois mil anos atrás. A introdução nas Américas ocorreu após a descoberta do continente pelos europeus no ano de 1.492, durante a época das grandes navegações. Nos três continentes o uso do cânhamo na agricultura seguia os mesmos objetivos iniciais e, apesar de não mais se tratar de uma espécie de importância central na economia das populações, chegou a se desenvolver uma forte “indústria” de produção de maconha principalmente na Europa.
A descoberta da maconha como um agente psicotrópico ocorreu por volta do ano 1.000 a.c. na Índia. A partir daí começou a ser utilizada também como uma droga recreativa e, por alguns povos passou a ser considerada sagrada, com poderes de elevar o espírito e alterar a consciência do indivíduo, para que este pudesse chegar mais próximo de deus. A maconha é citada inclusive no Atharva Veda, um dos livros sagrados de autor desconhecido do hinduísmo. Nesses textos a maconha é citada como uma das cinco plantas sagradas, capaz de trazer felicidade e contentamento além de trazer a liberdade ao indivíduo que a utiliza. Não é à toa que a maconha passou a ser utilizada em diversos rituais religiosos na região.
Atharva Veda - Manuscrito
O uso da maconha pelos povos ao longo da história é vasto e contempla diversas de nossas necessidades diárias, desde um ponto de vista material até um ponto de vista recreacional, cultural e religioso. A extração dos benefícios do cânhamo foi aperfeiçoada ao longo de milhares de anos e nossos antepassados nos deixaram um conhecimento e um legado de tal grandeza. Não é justo que esta nossa época, tão irrelevante perante a história da humanidade e suas relações com a Cannabis, destrua e apague esse conhecimento por causa do preconceito e falta de informação!
Qualquer dúvida, sugestão ou aprofundamento sobre o tema, escreva um e-mail para discoveryhemp@gmail.com que o Dr. Moura Verdini tem um grupo de estagiários chapados 24 hrs por dia para responder a suas dúvidas!

[Ed. 16#] DownDois: Eu continuo Queimando Tudo como…!

por Pietro
No DownDois desta semana traremos o que há de mais clássico. Veja na descrição feita pelos usuários da comunidade Legalização Consciente: "Mais clássico que procurar ponta no bolso quando tá na seca"; "Mais clássico que erva e seda"… Pra vocês a dupla mais famosa do mundo canábico! O Batman e Robin da nossa Hollyweed, que deveria passar na Sessão da Tarde. Mas veja o comentário de alguns artistas:
Ludacris - Stand Up
"We in the huddle all smoking that Cheech & Chong"
NickelBack - This Afternoon
"We got weeds in the backyard four feet tall
Cheech and Chong probably woulda smoked them all"
Marcelo D2 - Queimando Tudo
"E eu continuo queimando tudo como Cheech and Chong."
.
Cheech_And_Chong_Up_In_Smoke-front FICHA TÉCNICA
Título Original: Up In Smoke
Titulo no Brasil: Queimando Tudo
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 86 min
Ano de Lançamento: 1978
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Tamanho: 279 mb
Nota do Hempadão: 7.5
Download: Dáumdois Aqui 
Sinopse:
Up In Smoke, o primeiro de uma longa série de stoner movies protagonizado pela dupla, foi lançado nos idos de 1978 e é ainda um grande filme underground com imensa procura, quer por drogaditos leves quer por amantes do kitsch e do piroso. O enredo gira em torno de dois Hippies ganzados que são presos e eventualmente deportados para o México. Para conseguirem regressar aos Estados Unidos, a dupla recebe inadvertidamente uma carrinha inteiramente construída de marijuana. Depois disso, passam a viagem toda de regresso à procura de ganza sem saberem que o seu próprio veículo de transporte lhes poderia garantir doses vitalícias da sua droga de eleição. Basicamente, este é o enredo do filme.
Espero que tenham curtido, pessoal! Não esqueçam de entrar na roda e passar a bola para a rapaziada. Mais para frente todos os filmes do Cheech Chong aqui no HEMPADÃO!
Até semana que vem!