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quinta-feira, 21 de março de 2013

Arte e Psicodelia! [Portas da Percepção 212#]

O psicólogo Fernando Beserra, escritor da coluna semanal Portas da Percepção aqui no Hempadão, gravou um vídeo falando um pouco sobre a recepção das obras de arte e os estados alternativos de consciência, particularmente os mobilizados pelo uso de psiquedélicos. Assista:

 

quinta-feira, 14 de março de 2013

No Brasil internação aos drogados, na França – o Museu! [Portas da Percepção #211]

por Fernando Beserra

 

Enquanto no Brasil o assunto do dia é a perda dos direitos civis, sob a égide da internação compulsória, e o endurecimento penal para o comércio de substâncias psicoativas tornadas ilícitas, na França parece que os ares são bem diversos...

 

imageMas não estamos discutindo política, embora politicamente escrevendo. O ar da graça francês vem de Paris, mais especificamente da Casa Vermelha (Maison Rouge) onde ocorre até o dia 19 de maio a exposição “Sous influence”. A Exposição conta com um acervo de 250 obras de 91 artistas, todas de algum modo ligadas aos efeitos das substâncias psicoativas. Grande parte do acervo foi produzido com os artistas em estados alternativos de consciência e outras buscam representá-lo de algum modo.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Maconha Medicinal – Uma Realidade cada vez mais Próxima?! [Portas da Percepção 210#]

por Fernando Beserra

 

Pessoal, bons ventos estão chegando. Hão de chegar.

 

maconha-medicinal-7Hoje estava no meu trabalho e ao falar um pouco com um médico que trabalha comigo sobre meu mestrado, conversava sobre as pesquisas que tenho feito sobre os psiquedélicos, enquanto ele falava também sobre suas pesquisas e expectativas. Então, eis que ele puxa da sua mochila e me dá um texto que estava lendo, constatando a grande coincidência ou sincronicidade como podemos entender a luz da psicologia complexa do psicólogo suíço Carl Gustav Jung:

 

Medical Use of Marijuana do The England Journal of Medicine. O artigo, que poderemos fazer uma discussão no próximo Portas, trás uma discussão muito interessante com um “caso vinheta” de uma mulher de 68 anos com câncer de mama metastático para os pulmões, coluna torácica e lombar. A mulher reportava baixa energia, mínimo apetite e dor substancial na coluna. Tinha náusea e estava fazendo quimioterapia. O artigo faz uma série de perguntas aos médicos tais como: “Como médico, qual conselho você daria acerca do uso de maconha para aliviar os sintomas? Você acredita nos benefícios gerais do uso médico da maconha sobre seus potenciais riscos e danos?

sexta-feira, 1 de março de 2013

Ayhuasca em foco no NEIP–Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos! [Portas #209]

por Fernando Beserra

 

Galera,

 

Já tem tempo, mas vale muitíssimo a pena essa divulgação. Rolou dos dias 11, 12 e 13 de setembro de 2011 o encontro: “Ayahuasca e Tratamento da Dependência”, organizado pelo Núcleo de Estudos Interdisciplinar sobre Psicoativos (NEIP). O tema é extremamente pertinente a temática que temos levantado há alguns meses aqui no Hempadão, especialmente da terapia com psiquedélicos ou enteógenos.

 

O encontro, que vocês podem ver pelas gravações no site do NEIP.org (a 1ª segue abaixo para conferirem!) discutiu as nuances do uso ritual da ayahuasca no tratamento da dependência por uma perspectiva multidisciplinar (para copiarmos as palavras dos produtores do evento), os conceitos de droga, vício, saúde, dependência, os limites entre práticas terapêuticas, religiosas e rituais.

 

Então galera, informação de alto nível! Dê o play:

 

 

Todas as outras mesas podem ser vistas AQUI

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Artes Visionárias de Alex Grey! [Portas da Percepção 208#]

por Fernando Beserra

 

Hoje aqui no Portas da Percepção vamos falar de um artista visionário que mudou radicalmente sua vida por uma experiência com LSD junto a quem viria a ser sua esposa e companheira no campo das artes, Alyson Grey. Trata-se do famoso Alex Grey, que é o nome artístico de Alex Velzy, que nasceu em Columbus, Ohio, em 1953, filho de Walter e Jane Velzy.

 

Grey compôs um conjunto de 11 obras que denominou “Progresso da alma”. Foram produzidas entre os anos 1983 e 1989. São elas:

 

1. Praying. 1984, óleo em linho.

2. Kissing. 1983, óleo em linho.

3. Copulating. 1984, óleo em linho.

4. Pregnancy. 1988-89, óleo em linho.

5. Nursing. 1985, óleo em linho.

6. New family. 1985-86, óleo em linho.

7. Gaia. 1989, óleo em linho.

8. Journey of the wounded healer (triptych). 1984-85, óleo em linho.

9. Holy Fire (triptych). 1986-87, óleo em linho.

10. Deities and demons drinking from the milky pool. 1987, acrílico em linho.

11. Theologue. 1986, acrílico em linho.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Brasil: essa é a tua cara? [Portas da Percepção #207]

por Fernando Beserra

 

A Política de Drogas brasileira tem dado sinais bastante ambíguos há bastante tempo. Disso não restam dúvidas. Por um lado, o Ministério da Saúde indica a Redução de Danos como Diretriz para atenção ao uso indevido de substâncias psicoativas, por outro, promove enormes investimentos nas Comunidades Terapêuticas, revertendo uma enorme parcela financeira do Estado brasileiro para o setor privado e religioso. Enquanto isso o número de Centros de Atenção Psicossocial para tratamento do uso indevido de Álcool e Outras Drogas (CAPS AD) continuam agonizando com número absolutamente insuficiente de CAPS AD, basicamente nada de programas de redução de danos/ consultórios de rua que possam ir ao território e acompanhar os usuários.

 

Quando fiquei feliz ao ver muitos Agentes Comunitários de Saúde no Evento: “Saúde é preciso mudar“ (RJ, 2012) com o conhecimento da redução de danos no Rio de Janeiro, por outro lado é desanimador ver hoje o Ministério da Saúde oficializar o esvaziamento do SUS e das verbas da saúde, através do Plano de Enfrentamento ao Crack, com anuência da presidenta Dilma, que tem feito um péssimo trabalho no que refere a Política de Drogas, inclusive do ponto de vista terapêutico. Os senhores podem acompanhar os gastos estrondosos que estão vazando do Sistema Público de Saúde e indo mensalmente para organizações religiosas: AQUI!

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Breves palavras sobre o Uso Terapêutico do LSD! [Portas da Percepção Ed. #207]

por Fernando Beserra

 

Já abordamos introdutoriamente, aqui no Portas da Percepção, a psicoterapia com psiquedélicos. Esta modalidade de psicoterapia tem sido cada vez mais estudada no mundo inteiro com viés científico rigoroso e de modo mais fluido dentro da psicoterapia de orientação transpessoal. Dentre seus pioneiros, podemos lembrar o psiquiatra tcheco Stanislav Grof e o médico mexicano Salvador Roquet. Já é tradicional no Peru também a clínica Takiwasi fundada por Jacques Mabit e poderíamos dar outros vários exemplos. Estas orientações que se aproximam mais ou menos do modelo ocidental de ciência e/ou das tradições xamânicas, são apenas o fio moderno de experiências milenares com os usos terapêuticos dos enteógenos.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A Liberdade Religiosa no Brasil está em Julgamento! [Portas da Percepção Ed. #205]

por Fernando Beserra

O estado de liberdade religiosa no Brasil desmorona: Ras Geraldinho continua preso e o caso deveria ser levado ao STF. É muito grave a situação num país onde lemos de um promotor que a Igreja organizada por Geraldinho era um “local para viciados”. Este é um tipo de argumento que se espera escutar no botequim, no ônibus voltando para casa depois de um dia de trabalho, mas não de um promotor.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Trabalhando com uma crise Psiquedélica [Parte 3] Portas da Percepção 204#

por Fernando Beserra

Parte 1 – Parte 2

 

A experiência da crise de uma pessoa é, muitas vezes, uma de abandonar-se em todos os níveis do seu ser. Então temos que criar um espaço onde seja possível estar aberto, um espaço que seja silencioso, acolhedor, seguro e bonito. Este espaço é importante como facilitador e “cuidador” por ele mesmo. Se possível, tenha flores, velas, arte e suprimentos de escrita, cobertores, música tranqüila e luz baixa.

 

Preste atenção a linguagem corporal enquanto você escuta o que está sendo expressado verbalmente e emocionalmente. Siga a expressão da pessoa. Se eles tiverem muita energia, deixa que a energia se mova, permita que ela se expresse por ela mesma (nós podemos providenciar espaço seguro) em quaisquer forma: sacudir descontroladamente, posturas de yoga, dançando, tipos ritualísticos de movimento, hiperventilação, liberação do tipo kundalini.

 

Se a pessoa quiser falar, se o som vier descontrolado, apoie a expressão. Isto pode ser: uma linguagem morta ou diferente, orações de diferentes tradições espirituais, estórias e memórias distantes, besteiras (jibberish), sons de animais, repetições de sentenças (repetindo de novo e de novo as mesmas palavras), lamentos, choros e gritos.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Variedades das Crises Psiquedélicas! [Portas #203]

por Fernando Beserra

 

Galera, o “Portas da Percepção” teve que dar um tempo, pois estive acompanhando meu pai que estava com problemas de saúde. Tudo está se resolvendo.

 

Quanto aos nossos posts, vamos dar continuidade a tradução do Manual de como trabalhar com experiências psiquedélicas difíceis. Este Manual que se encontra no site do MAPS (maps.org) é importante para redutores de danos, cuidadores, usuários de psiquedélicos e agentes de saúde, que podem contribuir para melhoria da qualidade de vida dos usuários, reduzindo os riscos e potencializando os aspectos positivos da experiência com psiquedélicos ou enteógenos. Então, queridos amigos, estamos pari pasu com a coluna REeDUcaÇÃO aqui do Hempadão.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Como Trabalhar com Experiências Psiquedélicas Difíceis?! [Portas da Percepção Ed. 200#]

por Fernando Beserra

Galera, para contribuir com a tradução que já realizamos do Neurosoup trip guide de Krystle Cole, que discute com propriedade a questão das bad trips e as formas de lidar com ela no uso de psiquedélicos, vamos nas próximas três semanas traduzir um Manual da MAPS (Multidisciplinary Association for Psychedelics Studies), disponível em inglês no site dos caras, que é referência. O Manual de como trabalhar experiências psiquedélicas difíceis é mais um passo para refletirmos sobre a Redução de Danos no uso de psiquedélicos e criarmos formas mais seguras para nossos usos particulares, de amigos ou conhecidos e, finalmente, espero que possam contribuir para criar uma cultura de consumo de psiquedélicos responsável.

 

Manual: Como trabalhar com experiências psiquedélicas difíceis

Fonte: Multidisciplinary Association for Psychedelics Studies (MAPS)

 

Uma verdadeira experiência psiquedélica, mesmo uma chamada de “viagem ruim” (bad trip), é sagrada. Em orientações de terra (earth-oriented), culturas xamânicas, mesmo a crise psicótica, induzida por um psiquedélico, é parte da iniciação.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Seminários e Grupos de Trabalho do Projeto "Saúde: Política de Drogas é Preciso Mudar

por Fernando Beserra

 

Hoje vou trazer algumas impressões sobre o evento: “Saúde: Política de drogas é preciso mudar”, organizado pela FIOCRUZ, pela Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia (CBDD) e pela Viva Rio, e realizado nos dias 17 e 18 de dezembro na Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) no Rio de Janeiro. O primeiro dia foi marcado pela apresentação de três experiências distintas no campo da política de drogas: Uruguai, Portugal e Canadá. Cada qual mostrou especificidades que podem contribuir para o Brasil repensar sua política de drogas hoje ainda balizada pelo modelo de Guerra as Drogas, que toma o tema prioritariamente como caso de segurança pública.

 

Vamos nos focar, neste post, entretanto, no segundo dia de evento. Na terça-feira, dia 18 de dezembro, os participantes foram divididos pela manhã em 6 grupos de trabalho. Vou falar um pouco apenas sobre dois. Um que participei pessoalmente, que foi o de Estratégias para Promoção de Saúde para o uso indevido de drogas. O outro foi a discussão sobre a proposta da Comissão Brasileira de Drogas e Democracia para a modificação da atual Lei das Drogas (11.343/06).

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Maconha e Fobia Social: Breve Análise [Portas da Percepção #197]

por Fernando Beserra

Vamos hoje a uma discussão muito contemporânea no mundo acadêmico: a relação entre o diagnóstico de Fobia Social e o uso indevido da cannabis (Transtornos mentais e comportamentais devido ao uso de cannabis; No espectro do F12 na Classificação Internacional das Doenças – CID 10). O Portas da Percepção hoje vai incorporar o Dr. Moura Verdini.

 

Vai ser um início de conversa só, porque o assunto merece longas discussões e muito sérias! A Fobia social encontra-se no campo dos transtornos ansiosos com uma prevalência global que oscila entre 3 e 13% (tudo bem que esses resultados provavelmente são exagerados e não tão bem conduzidos). A fobia social ainda está exposta a grande variação do contexto social, ou seja, se uma pessoa com tendências a fobia social estiver trabalhando diretamente com um grande público, isso pode agravar ou induzir o aparecimento dos sintomas relativos ao transtorno. Condições ambientais como fim de um casamento ou viuvez também pode agir deste modo. Mas o que é fobia social, afinal?

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Viagens de Educação e Consciência com o Portas da Percepção!

por Fernando Beserra

Sim galera! É com muito prazer que chegamos a mais um post da coluna Portas da Percepção. Essa parceria começou no dia 09 de setembro de 2010. É parceiros, já faz mais de dois anos que a coluna está por aqui no Hempadão! Da edição 80 até a 196. E, neste tempo, já tivemos centenas de comentários interessantes, debates instigantes e até mesmo temas polêmicos que geraram muita controversa. Para quem já curte o blog há bastante tempo, pode ser que se lembre do post onde falei, p.ex, sobre uma experiência pessoal com salvia divinorum, dos vídeos gravados, até com nosso parceiro Tomazine, dos posts sobre contracultura, LSD, uso religioso de enteógenos, psicoterapia com psiquedélicos, e... e.... Até do “É...” hão de lembrar.

 

A parceria com os organizadores do blog começou já há mais tempo. Ainda em 2009 eu escrevi a monografia “Substâncias psicoativas ilícitas no Rio de Janeiro no século XIX e XX: medicalização, criminalização e resistências” para conclusão da especialização em saúde mental na FIOCRUZ onde, dentre outros, falei sobre movimentos de usuários de substâncias que começavam a tomar força no Rio de Janeiro e, de modo mais geral, no Brasil, desafiando as perspectivas criminalizantes e medicalizantes do uso de psicoativos tornados ilícitos.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Promoção de Saúde e Psiquedélicos! [Portas da Percepção #195]

por Fernando Beserra

Muito se fala em Promoção de Saúde no dias atuais: mas, afinal, o que é promoção de saúde? Uma das principais referências que tem norteado as pesquisas e a atuação em promoção de saúde é a definição presente na Carta de Ottawa de 1986, documento que se tornou referência no campo da Saúde Pública e que a modificou radicalmente. Promoção de Saúde, neste caso, pode ser definida como “processo de capacitação da comunidade para atuar na melhoria de sua qualidade de vida e saúde, incluindo uma maior participação no controle deste processo”. Envolve a capacitação das pessoas e comunidades para modificarem os determinantes da saúde em benefício do próprio bem-estar físico, psíquico e social através da ampliação de consciência das pessoas sobre os determinantes saúde-doença e do empoderamento dos cidadãos.

 

Para se atuar em promoção de saúde faz-se necessário ir além do paradigma da saúde como ausência de doença. Para a gestão de saúde torna-se necessária a análise de indicadores relacionados à saúde como educação, saneamento, lazer, dentre outros envolvidos em um processo complexo e multidimensional.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

LSD no Tratamento do Alcoolismo! [Portas da Percepção 192#]

por Fernando Beserra

Uma das mazelas do proibicionismo é o impedimento do uso medicinal das drogas proibidas. Nesta linha, o colunista Fernando Beserra fala sobre uma meta-análise norueguesa para o tratamento do alcoolismo com LSD. Duvida? Vai que a galera da Veja descobre esse vídeo e faz uma capa sobre o papelzinho poderoso.

 

 

Saiba mais sobre a pesquisa (em inglês) AQUI!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Fechamento do Neurosoup Trip Guide! [Portas da Percepção 190#]

por Fernando Beserra

 

Galera, terminamos por aqui a tradução do Guia de Viagens Neurosoup de Krystle Cole. Esta última parte pode soar para alguns um pouco como auto-ajuda, mas se o leitor puder ter senso crítico e olhar com cuidado, poderá conseguir muita coisa positiva para si, sem cair em estereotipias. Em breve estaremos colocando o livro completo com mais fácil acesso, inclusive no site da Krystle Cole. Espero que tenham feito um bom proveito da tradução livre, os que leram desde o início, até os que leram apenas um capítulo ou mesmo um único post.

 

O que almejamos é que as pessoas tenham viagens responsáveis e saibam como lidar melhor com os estados alternativos de consciência, o que particularmente também estou aprendendo. Foi um prazer traduzir esse livro da Krystle, porque é um livro de psiconauta para psiconauta, com uma linguagem direta e espiritualizante. Me chamou muito a atenção os cuidados com as “viagens ruins”, peias ou simplesmente bad trips, por ser um assunto pouco tratado.

 

Até semana que vem e boa leitura!

sábado, 29 de setembro de 2012

Integração – Cap. 6 Neurosoup Trip Guide! [Portas da Percepção 187]

por Fernando Beserra

A experiência enteogênica é chamada de viagem por uma razão. Você vai a algum lugar e você não volta a mesma pessoa que foi antes. Algumas vezes nós temos uma experiência de pico e voltamos como pessoas mudadas, nós integramos este nível de consciência mais alto, ou mais universalmente desenvolvido, e nós quebramos o padrão do nosso nível prévio de consciência que nos faria reverter a ele. Essa é uma imagem bonita; embora esta completamente integração completamente inteira, instantânea e sem esforço raramente ocorre.

 

Mais comumente nós precisamos trabalhar para integrar nossas experiências. Nós geralmente temos experiências de pico onde nós experienciamos um nível maior de consciência temporariamente, e então retornamos de volta a padrões de rotina do nosso nível de consciência prévio. Algumas vezes, nós somos pegos em blocos psicológicos escondidos e padrões que precisam ser resolvidos antes que nós possamos transcender a níveis mais altos. E outras vezes nós recusamos a acreditar na realidade do que nós experienciamos, negando seu valor e vendo toda a experiência como uma alucinação irreal.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Experiência Enteogênica: Como Trabalhar com Experiências Difíceis? (Parte 2) [Portas da Percepção Ed. 186#]

LEIA A PRIMEIRA PARTE

Depois da experiência

por Fernando Beserra

 

Cada um processa as más viagens de formas distintas. Algumas pessoas ficam com muito medo e rechaçam voltar a tomar enteógenos. Outros entendem a experiência como uma série de alucinações e brincam sobre o que viveram. Outros mais intentam entender, mas rapidamente se dão conta de que não estamos equipados para entender com facilidade nossas experiências.

 

Meditação. Uma coisa que me ajuda sempre depois de regressar de uma experiência difícil é a meditação. É como navegar com calma por um oceano da existência; enquanto que a experiência enteogênica é como lançar-se ao mar sem saber nadar. A meditação pode ser muito relaxante e tranqüila; eu a utilizo para me centrar e enfocar.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Experiência Enteogênica: Como Trabalhar com Experiências Difíceis? (Parte 1) [Portas da Percepção Ed. #185]

por Fernando Beserra

 

Pessoal, estamos nos aproximando do fim da tradução do livro de Krystle Cole Neurosoup Trip Guide. Em duas a três semanas estaremos finalizando a tradução que será fixada no site da Krystle e aqui no Hempadão. Esse é o capítulo que mais gosto, particularmente, do livro de Krystle. Talvez seja o mais importante para os psiconautas. É importante, portanto, a degustação do capítulo.

 

Capítulo 5:

Trabalhar com experiências difíceis

Todos temos temido experiências difíceis ou más viagens em um momento ou outro. É algo que de alguma maneira vêm no pacote da experiência enteogênica. Viajar é como a vida mesma, com seus altos e baixos, seus bons e maus momentos e tudo são expressões de ambas as partes do ying-yang. Podemos sentir que vamos morrer, que nos tornamos loucos ou nos perdemos por completo em nossa própria mente. Amiúde pensa-se se haverá retorno ao estado normal e para a realidade ou pergunta-se inclusive o que é a realidade...