por Fernando Beserra
Na última semana deste espaço, trouxemos, entre outras coisas, o momento que Timothy Leary adotou o LSD como substância a ser utilizada na sua pesquisa em Harvard. Um mar de comentários apareceu, dos mais bonitos aos mais agressivos. Instalada a confusão, um questionamento ficou no ar: afinal, qual a finalidade de se usar um enteógeno? Qual a finalidade de usar substâncias que te impedem, em certas quantidades, de realizar atividades cotidianas como dirigir um carro ou realizar alguns tipos de trabalho?
O debate sobre os riscos e potenciais danos do uso de substâncias enteogênicas, embora ambíguo e carregado de conteúdos ideológicos, vem sendo amplamente desenvolvido desde a década de 1960. Por outro lado, quem tem discutido os potenciais positivos no uso dos enteógenos? Para tornar o tema ainda mais básico e visceral, perguntamo-nos, primeiro, por que ou para que o ser humano procura estados alterados de consciência.