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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

[#18] FENACUCA - Prosa: 20 do 10 de Dois Mil e Dez!

Quarta feira, 20 do 10 de 2010. Que dia estranho...

Nesse dia acordei com o despertador tocando pontualmente às 10:00 da manhã. Aqui da casa do meu pai no Recreio dos Bandeirantes, posso ver um lindo dia pela janela. Tudo perfeito para ir jogar um campeonato de futebol na UFRJ. Acordei empolgado. O dia estava bonito, futebolzinho..... Eis que ligo para o meu camarada do time, e ele me diz que não vai mais rolar o campeonato. Bom, mas eu já estava acordado mesmo....Agora é procurar algo para fazer!

Já sei, vou aproveitar que to na casa do meu pai e vou brincar com minhas irmãs. Uma tem 9 anos, a outra 7, daqui a pouco é hora de elas irem pra escola, então passo o resto da manhã brincando com elas e almoçamos juntos. Após elas irem para a escola, vou fazer o meu dia mudar completamente. De um dia ruim, pois não haveria futebol, saí de casa com a missão de ter um ótimo dia. Peguei a bicicleta, o mp3 player, meu baseado e fui a praia. Que praia linda! O Rio de Janeiro é realmente lindo. Cheguei na praia e já dei um 2 numa bagana q eu tinha para abrir a mente, antes do passeio ciclístico.

Depois de uma incrível luta para deixar a bicicleta em pé na areia, começa uma outra incrível luta, acender o baseado. Venta muito na praia do Recreio, mas após algum tempo a missão logo foi concluída. Baseado aceso, eis que meu dia fica mais feliz ainda...Começa a tocar no meu mp3 o baixo furioso do Planet Hemp, a música era Mantenha o Respeito. CARALHO, É MESMO, HOJE TEM SHOW DO PLANET! Falei isso alto, ainda bem que a praia é bem vazia. Mas realmente, me deu um outro gás ! Acabei a pontinha e fui dar meu role de bike. Pedalei uma meia hora, desci da bicicleta, dei um mergulho e fui pedalar mais meia hora para me secar e voltar pra perto de casa. É muito bom pedalar em frente a praia num dia ensolarado. É possível sentir o sol queimando, mas também sinto a brisa do mar....logo lembro de mais uma música, mas essa é só do D2...”Eu tiro é onda”. E estava mesmo. Não joguei futebol mas a tarde estava sendo maravilhosa, mais ainda porque a noite rolaria o som do Planet!

Queimo meu baseado ao som do Bob Marley no mp3, botei o cd inteiro do Natural Mystic.... Acabou o cd, mas não o baseado... Começou a tocar o Jingle do Renato Cinco, que nostalgia, lembrei de poucas semanas atrás, quando eu ficava na rua panfletando todos os dias esse ideal. Mas o dia é para ser nostálgico mesmo, vai rolar Planet Hemp ! Estou muito empolgado... Chega, travei o baseado um pouco depois da metade, já to muito chapado, vou pra casa tomar banho e laricar.

Cheguei em casa , banho tomado, larica comida (2 fatias de pizza de calabresa da noite anterior, com um fiozinho de azeite esquentada na frigideira, uma delícia !)... Vou nerdiar ! Entro na internet e faço minha rotina...Orkut, facebook, email, twitter, comunidade da legalização consciente e Hempadão. Pelo twitter fico sabendo que vai rolar sorteio de 1 ingresso pro show, pelo perfil do @Zegon , o Dj dos caras ! Fudeu, vou ficar o dia inteiro no Twitter.... tempo vai, tempo vem, chegou a hora da promoção. A pergunta é : Qual música o Planet tocou no VMA 1995 e qual a formação da banda?? Porra, pior q eu lembro a formação, só não sei a música, eu tinha 4 anos... Google vai, Google vem, não achei... Chutei Porcos Fardados, mas era Legalize Já. Uma menina ganhou o convite. Que inveja. Inveja dela e do Hempadão que ganharam ingresso também. Mas foda-se, vou ver pela televisão o melhor show do ano, rezando para estar lá em Dezembro no Circo Voador. #VoltaPlanetHemp

Autor: Thiago Tomazine
Idade: 19
Profissão: Estudante
Rio de Janeiro - RJ

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

[#17] FENACUCA - Prosa: Porque não? Pensei Eu!

Fumar maconha dá vontade de amar, aumenta a paixão, eu mesmo fiquei mais humilde, mais pensativo, mais esperto, mais compreensivo.

E é disso que eles tem medo.

O ódio alimenta a guerra e as guerras movem a economia do mundo. Sem ódio, sem guerra. Sem guerra, sem dinheiro.

É possível ganhar dinheiro com o bem e não com o mal. Quando descobrirem uma forma de fazer isso, será um novo nascimento para o mundo. Terão que trocar todos os livros de história, na verdade isso será uma revolução a nível mundial de forma cultural. Tudo que aprendemos até hoje quanto a viver em sociedade está errado! O ódio existe desde o início do mundo, em adão e eva.

Recentemente vi um documentário sobre a erva, mostrou o lucro de um produtor pequeno (cerca de 20 pés), 120 mil dólares por ano.

Porra. 20 pés, 120 mil dólares de lucro? Por ano? Plantar maconha é a maior fonte de renda do mundo, se somarmos as qualidades industriais, medicinais, nutritivas, cannabis sativa é a planta que pode resolver quase todos os problemas do mundo. Inclusive salvar o planeta do aquecimento global.

Autor: Eduardo Wiebusch
Idade: 22 anos
Profissão: Estudante de Zootecnia, Promotor de Eventos
Dom Pedrito – Rio Grande do Sul

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

[#16] FENACUCA - Prosa: Salvai!

Hoje deitei, adormeci e dormi.

Hoje me espichei,acordei e adormeci.

Tomei banho fui para o mesmo lugar e desse lugar para outro diferente, era outra dimensão.

Lá, naquela casinha, casebre, de madeira velha de casca de árvore havia alguém.O alguém não me mostrou seu quem.Havia uma janela, que me fez olhar pra dentro dela e ver um campo verde, o verde mais verde que já vi, o campo com a grama mais bonita que conheci.

Queria ter saído de lá e ir colocar o pé no campo, mas havia um túnel que me puxou para cá, pela lente que filmava a minha mente e quando me vi meio consciente não queria ver ninguém cá e lá quis nunca mais voltar, por medo de não conseguir retornar para esta dimensão, -atravessar todas essas barreiras outra vez deve ser difícil- até imagino o que aconteceria se eu ficasse preso lá.Talvez eu sumisse, aqui de mim ninguém iria lembrar, isso seria bom pois ninguém perceberia minha falta, seria como se eu nunca tivesse existido e as pessoas que conheço, todos continuariam com suas atividades normais, porem eu ficaria lá naquela dimensão e não sei o que mais encontraria lá, talvez a resposta para tudo, talvez mais perguntas que já tenho.

Autor: Tiago Augusto
Idade: 20
Profissão: Estudante
São Paulo-SP

terça-feira, 15 de setembro de 2009

[#15] FENACUCA - Prosa: Destino: Pra entender tem que puxar!

Penso muito no chamado “destino” (Principalmente chapado.)

Imagino o que é ele e como definimos –o.

Tempo para puxar e soltar a fumaça pra escrever

Nosso destino está traçado?

Acho que não. Penso no destino sendo uma ordem natural da vida. Algo que acontece não porque tinha que acontecer, mas simplesmente porque as coisas acontecem. Por mais que essas “coisas” sejam estranhas, elas acontecem.

Nós não temos um destino para cada pessoa, ele é apenas (como já disse) a ordem natural de todas as vidas agrupadas.

Todos os atos que podemos fazer muda ou não o destino de outra pessoa?

Com certeza. Nós não sabemos, mas somos capazes de mudar nossa vida e a dos outros com um simples ato que mudará não odestino dos indivíduos envolvidos, mas sim o que ele esperava para o decorrer do seu destino. (Nunca esperamos que acontecesse algo de tão diferente porque programamos automaticamente nossas vidas com acontecimentos cotidianos e não gostamos muito de nus surpreender, apesar de gostarmos de exceções.)

Se eu rapidamente penso em ir para um caminho e mudo de rota o que me esperava caso eu tivesse ido para o que antes eu tinha pensado?

Será que eu estou brincando com o destino mudando de opiniões ou/e pensamentos ou estou apenas fazendo parte deste destinomudando esses pensamentos e/ou opiniões?

Temos infinitas possibilidades, e essas possibilidades, acredito que seja como um universo paralelo que acabamos “brincando” com ele mudando de pensamentos mesmo esses pensamentos de mudanças fazerem parte das possibilidades.

Eu me questionei mais sobre isso após ouvir chapado esse trecho de uma música:

“Imagine se eu jogue uma pedra no rio, e essa pedra assuste um peixe que aí saia, saindo. Quanto à lógica natural que chamamos ‘destino’, estaria participando ou estaria interferindo?”.

Só sei que nosso destino, ou melhor, a nossa vida é simplesmente natural e tudo é possível de se acontecer na natureza do universo que é simples e ao mesmo tempo complexo de se entender. E para eu poder abrir essa complexidade e tornar mais simples fiz algo naturalmente comum para esse universo e que mudou minha vida e meu eu interior, pois acho que se caso eu não me encontrasse com a Kaya eu não iria buscar conhecimentos tanto como busco hoje em dia. Enfim, meu “destino” e conseqüentemente eu, seria bem diferentes por um simples ato que mudou minha vida (pra melhor).

Uma salva para Kaya... Que agora se apagou!"

Autor: Samuel Nascimento
Idade: 18
Profissão: Estagiário
Fortaleza - CE

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

[#14] FENACUCA - Prosa: Banal Sensacional!

Domingo. Trabalho em dia. Contas pagas. Na universidade, aula dada, aula estudada. Com um desvio de uns 2 dias, convenhamos. Solteiro. Farto de relações vazias, farto de relações cheias de coisas. Bom filho. Visitara seu pai no aniversário de 60 e poucos anos. Enchia de orgulho os dois velhinhos. Olha no relógio e vê: 4h05 da tarde. Ele só tinha um defeito social. Adorava uma flor. Por vezes, via a Divindade nela, por vezes, com ela. E esse era o momento exato para ver seu defeito social.

Quinze minutos depois, havia preparado seu ritual de adoração. Silenciosamente desejou a paz, se unindo a muitos outros defeituosos sociais em harmonia, igualdade e paixão. Com o fim do ritual, já repleto de paz, graça e silêncio, saiu com um grande amigo, igual adorador da sábia flor. Iam ao observatório da universidade, o ponto mais alto da região, assistir um espetáculo: Uma bola de fogo gigante, parada, flutuando no nada, que finge se esconder na linha do horizonte!! – comentavam, animados, a sinopse.

Na portaria da universidade, uma sensação de borbulhamento seco subiu pela coluna dele. O horrendo uniforme azul escuro não podia esconder a graciosidade da perigosamente cheia-de-curvas porteira. Sorriso provocativo e jovial, pele morena e olhos divertidamente atrevidos, que há muito encontravam desejo nos olhos dele. Muito atento aos detalhes ele já vira, com a deliciosa sensação mista de satisfação e desejo, a bela morena, de seios e coxas tenras e cintura fina, mordendo delicadamente seus lábios ao vê-lo, sinal que corretamente interpretara: o desejo era recíproco.

Oi! – exclamou a delicia encarnada, para discreto delírio interno dele. Quanta audácia! A coragem da atitude dela fez pulsar vida nele. Ainda imerso no ritual, não reagiu. Cruzou a portaria, respondendo a audaz investida apenas com um olhar vago…

Eu não acredito que você não vai lá, lezado! – Exclamou seu amigo. Já não tivemos suficientes conversas e conclusões sobre como o presente deve ser vivido!?

Os dois amigos dividiam uma doença, uma farpa mental que sempre doía: o não entendimento do tempo. Sabiam que o futuro, se existisse tal coisa, era incalculável. No passado só lembranças, distorcidas por uma mente sagaz e sorrateira, sobre a qual aprendiam, incentivados pelos constantes rituais pagãos de adoração a tal flor. Sempre concluiam que o presente, essa impalpável fração do tempo, continha todos os segredos da existência. Combinaram não mais adiar decisões que deviam ser tomadas no presente. Mas estava chocado – jamais, em todas as trocas de cortejo, haviam passado ao verbal.

Eu, hã… Peço o número dela na volta… - gaguejou, não acreditando no dizia. Atento a sua própria mente, viu a erupção de pensamentos. Foi se desapegando de vários deles, mas titubeou no último: “Como se beija alguém com a boca seca assim?”. Logo estava repleto de certezas novamente. Não posso fazer nada com a boca seca assim… Vou beber água e voltar. Pedirei um beijo e o telefone, se ela não gostar, peço desculpas e o telefone. Será infalhível! – Falou com firmeza, convecendo a si e a seu amigo. Mas sem perceber, cometera o grande erro: adiara a decisão do presente…

Melhor hidratado, divertia-se observando as emoções formigando na barriga, os pensamentos caóticos indo e vindo ao se aproximar da portaria. A coragem que juntara variava, não sabia ao certo o que fazer. Com o cotovelo para fora do carro, se sentia um rapper ostentador, com ele dentro, se sentia um tiozinho. Colocava então só metade do cotovelo pra fora e, vendo a total falta de sentido disso, ria-se… Quando ela já estava próxima o suficiente para ter, novamente, suas curvas apreciadas pelos olhos dele, outro carro entrou pela portaria, no sentido contrário. Em seu interior um cara sem atrativos, exceto um: um cachorro no banco traseiro. Ele amava cães, mas esse, odiou: ao atravessar a portaria, obtendo um retumbante virar de costas dela, ouviu ainda o golpe de misericórdia: Ohn, que fofinho!! Como chama?? Trouxe pra passear?!
Saiu, invisível aos olhos dela. Se sentia um idiota (e devia parecer um, pois seu amigo sufocava de rir) mas, como que tomado no colo por ela, sua amada flor, ouviu sua voz que, embora irônica, trazia sabedoria:

Momento presente… Achei que você entenderia mais rápido. Mas tudo bem. Seu sofrimento agora pertence ao passado, não se preocupe. Você a verá outro dia. Quando se encontrarem novamente, você terá o que busca: mais um relacionamento vazio…

Nome: Rodrigo Souza
Idade: 23 anos
Profissão: Programador
Campinas - SP

domingo, 13 de setembro de 2009

[#13] FENACUCA - Prosa: Apologia à Qualidade de Vida!

Saia dos seus limites mentais. Aspire e inspire-se. Sinta o verdadeiro sabor do sorvete, do cachorro-quente da esquina. Perceba todas as nuances de uma boa música. Aprecie-a. Veja a paisagem, mais que isso, seja a paisagem. Tenha idéias – mesmo que mirabolantes –; converse. Sorria. Ria. Gargalhe. Dê risada até a barriga doer. Descubra a verdadeira mensagem daquele filme - ou daquele livro. Por fim, mande um "foda-se" a todas as regras, você não é branco, preto, verde, brasileiro, japonês, você é um ser humano, morador do mundo e dono de si. Portanto chape o coco e diga com orgulho: fumo mêrmo!

Autor: Paulo de Queiroz
Idade: 22 anos
Profissão: Estudante
Salvador-BA

[#12] FENACUCA - Prosa: Woodyálogo Canábico!

- É tipo quando a mina do filme pornô olha pra câmera e cê não sabe se o lance é um discurso audiovisual que se sabe produzido pra espectadores solitários (o popular punheteiro) e quer dialogar com eles ou se é tosquice da atriz mêmo, saca?

- Não.

- Tipo quando você tá narrando sua própria viagem pra você mesmo e não sabe se tá pensando tudo aquilo porque tá viajando ou se tá é viajando por causa daqueles pensamentos todos; você se imagina por fora, mas de dentro, já que não dá pra parar de ser você, mesmo quando se tenta não ser pra saber como se é...

- E que isso tem a ver com o que a gente tava falando?

- Que que a gente tava falando mesmo?

- ...É... uuhm... uns papo estranho se pá...

- Se papo!

- Sopapo

- Ooôooo

- Acho que a gente tinha parado naquele lance do Gu antes de cê começar a viajar...

- Eu?! A viajar?! Que Gu, mano, eu não conheço nenhum Gu!

- O Kid, mano, ele chama Gu.

- O nome dele é Gu?

- Gustavo, né, caralho.

- E eu conheço algum Kid agora?

- Ah vai se fuder.

- Se pá a gente tava falando sobre a diferença de fumar um sozinho ou em grupo e tal.

- É, a gente falou disso, mas faz mó tempo, antes daquele plano de trocar o Dunga pelo Lula pra ver se popularidade ganha Copa e se burrice resolve, já que tem esperto demais na política.

- Pode crer... Mas eu nem acho.

- O que?

- Que tem tanta diferença assim.

- Do que? Do Dunga pro Lula?

- Não, bicho, de fumar sozinho pra fumar com a galera.

- Cê fala isso porque é sapão, cê nunca tem seu próprio banza.

- Já reparou quantas palavras tem pra béqui que começam com b?

- Bamba, banza, bucha, bomba, bola...

- Bagulho, baseado, birinights...

- Birinights não força.

- Po, eu tenho um brother que fala assim, o Kid.

- Cê falou que não conhecia o Kid, mano!

- Caaaala a booôoôca, cê que falou, acha que ia falar isso do Gu, joe?

- Po... será que fui eu mesmo?

- Sei lá, o lance é que não tem nada a ver, o Lula nem fuma se pá.

- Se pá? Claro que não fuma!

- Po, vai saber...

- Não interrompe, mano.

- O que?

- O que eu tava pensando.

- Conversar não é isso, interromper o pensamento um do outro?

- Eu não tô aqui pra disputar pensamento.

- Seu problema é que sempre quer pensar à caneta, tá ligado? Se Deus existisse ele não aguentaria ficar lendo seus pensamentos.

- Então é isso que Deus faz pra você? Fica lendo pensamento dos outros.

- E por que não?

- Sei lá... deve ter uma ética quanto aos pensamentos, só pode ouvir o que for pecado réré.

- O resto é milagre.

- Galera fala que milagre é andar sobre a água mas...

- Não vir com aquele papo que Jesus era surfista.

- Lógico que não. Galera fala em milagre de multiplicar pão ou sei lá o que, mas hoje a gente vai de São Paulo pro Rio em meia hora, voando num troço doido que é um avião, falando com alguém no Japão... o milagre é essa porra toda, queria ver Deus prever isso tudo.

- Pode crer, queria ver como que o grande juiz supremo ia conseguir compreender toda a complexidade e abstração da parada toda...

- Queria ver ele julgar a porra dum DVD, mano! Um disquinho que guarda um monte de coisas que não acontecem nunca mais mas que daqui um trilhão de anos podem ser vistas num...

- São 23 reais e 40 centavos, senhor! Por favor, eu já falei!

= ????

- Vocês precisam pagar suas compras, amigos, estão falando aí e olha o tamanho que a fila tá. Até já empacotei todas essas bolachas e refrigerantes.

= Pãããts.

- Fudeu. Faz por 10?

- ...

- Ligamos pro Gu?

- Quem?

Autor: Júlio Delmanto
Idade:  24
Profissão: Jornalista
São Paulo

[#11] FENACUCA - Prosa: Orgasmo Em Tempos Ruins!

O tempo é um velocista, e me sinto fora de forma demais pra acelerar a vida e ultrapassar a morte me cronometrando nesse tiquetaquear por alguns malditos e rápidos segundos sobre os ponteiros da história. Tudo que preciso nesse momento é lamber a boceta de Virgínia e selar o último baseado da noite com seu gozo úmido, só para enrolar este agora em nossos horizontes de seda. E dar um nó. Então acender o melhor dessa juventude passageira no fogo alto de nossas entranhas, e arder. E arder tragando fundo, sentindo bem lá no fundo o tempo passar apressado pelo sossego de cada baforada.

Virgínia estava quieta, quase imóvel, mas ofegante com aqueles longos e suados cabelos negros esparramados em meu peito, ainda mais ofegante. Em breve o sol viria esbofetear nossa cara e a gente sabia que não tinha chance, era o mundo inteiro contra nós e por isso nos escondíamos na sombra daqueles lençóis tão conhecidos. Mas eu não estava nem um pouco preocupado com essas coisas de onde e como, Virgínia era uma silhueta serpenteada me protegendo dos porquês, e essa era a única interrogação que me preocupava de verdade. Puxei a primeira nevoa do baseado e senti o doce da boceta de Virgínia queimando entre meus dedos, saboreando a língua, eu conheço bem esse gosto, é gosto de uma paz que é só minha, e que flutuando vai embora dentro de mim, assim como fui dentro dela.

Lá fora, tudo é a mesma segunda-feira, a mesma queixa berrada por ais e uis sem paixão, mas não aqui debaixo dos cachos de Virgínia, não enquanto o despertador armar em silêncio seu bote infeliz em nosso silêncio. Assim, sussurrei com a brisa entre os alvéolos, meu amor, e passei logo após o segundo pega, como sempre fazemos. Com o baseado ainda em meus dedos, Virgínia o enlaçou com os lábios e puxou chorando, mansa. É duro resignar os sonhos à ciranda triste do mundo, que recomeça e recomeça e nessa bossa essa moça cheia de esperanças vai e vai e vai e de repente foi. Virginia foi, e agora só quer voltar. Mas ela não sabe voltar. Nem eu.

Na verdade, Virgínia tem certeza que um dia, de alguma forma, encontraremos juntos o caminho certo, e parecia convicta disso quando segurou meu rosto próximo ao dela enquanto tragava com suavidade o baseado e cochichava A Las Barricadas, só para ver a fumaça dançar nas partituras da revolução, assoprando com carinho aquela poesia enevoada até minha boca. E sorrindo. Porra, é muito bom ver essa garota sorrindo. 

Então o despertador gritou alto, muito alto, tão alto que tive pena daquele safado antes socá-lo na parede onde os primeiros raios já avançavam contra a cama pelos flancos do quarto. Virgínia os observou cheia de coragem, mordeu delicada o meu queixo, respirou e, sem pressa, disse: “que tal mais cinco minutos de eternidade?!”.

Autor: Junior Bellé
Idade: 25
Profissão: Jornalista 
São Paulo / SP

sábado, 12 de setembro de 2009

[#10] FENACUCA - Prosa: Informação, Participação, Opinião, União!

Digamos que estas linhas serão uma maneira de reflexão propriamente dita, mas sobre o que devemos refletir? Sobre nossos erros? Acertos? Sobre nossa vida, se é boa ou ruim? É isso que vamos descobrir!

Diante de tantos ensinamentos deixados durante os séculos por filósofos conceituados, podemos concluir, que nada é conclusivo, vocês entendem o que eu digo? Tudo entra em contradição nas nossas cabeças, como vamos refletir se estamos sujeitos a mudar de opinião do dia pra noite, podemos ser convencidos (diferente de manipulado, por favor) de que isto ou aquilo é, de tal forma diferente do que pensávamos, diferente do que aceitamos ou do que nos dizem que é certo! Os pensamentos jamais entrarão em uma freqüência perfeita...

Mediante a relatos históricos, filósofos, artistas, políticos, povos com culturas certamente exóticas, que foram diferentes, que pensassem de uma maneira mais ampla e mais inteligente, que tinham uma opinião própria, diferente da massa dominante, sempre sofreram algum tipo de repressão, algum tipo de preconceito, foram tratados como lixo, banidos de suas terras, mortos, caçados, etc... Então vamos refletir sobre isto, sobre o porque de estarmos aqui, contra tudo que a maioria da massa (o sistema, a babilônia, entendam como quiserem) é contra, o porque de irmos contra a maré, de sofrermos repressão e continuarmos lutando em prol da PAZ, do AMOR e da LIBERDADE? O porque de nos unirmos a tal ponto de organizar uma marcha (muito criticada) para pedir um pouco de atenção e respeito!? É nessas horas que paro e penso um pouco, reflito sobre meus conceitos e minhas verdades, que para mim são absolutas até tal ponto que me convençam o contrário, pois ninguém nasce quadrado e, estamos aqui para aprender sempre, seja da maneira fácil ou difícil e, quer queira quer não, você sempre estará cercado de pessoas que pensem de maneira diferente, que tenham uma visão diferente da sua, tente fazer disso uma situação agradável, torne suas amizades uma fonte de conhecimento! Através de um ponto de vista mais amplo e mais informativo, mais participativo, você com certeza terá uma opinião... e isso, é o que realmente importa, a sua opinião é tudo que você tem! Nós nos unimos, pois temos os mesmos pensamentos, pensamentos positivos que devemos alimentar, sempre de um modo flexível para não chegarmos a um ponto de escravidão mental! Estes são os pensamentos de mais um da resistência, a resistência contra todo o mal que assombra nossas cabeças e nos faz tomar decisões precipitadas e pouco inteligentes. Que JAH abençoe a todos nós guerreiros, para que nossas forças nunca se acabem nessa luta contra os malditos, as células malignas da população, os manipuladores de informação! Um salve a todos do bem! A PAZ reinará entre os homens de bem!

Autor: Daniel Perez
Idade: 21 anos
Profissão: Operador de Bandeirinha
Cidade/Estado: Roseira/SP

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

[#9] FENACUCA - Prosa: Vou Falar de Paz!

Será que é paz você se meter na vida de alguém por pura inveja de sua felicidade? Será?
Isso te faz regredir, te faz ser alguém pior, te faz esquecer-se do próprio rabo... E ver que você está fazendo errado...
Será que paz é falar da fome e da guerra, e foder seu colega de trabalho por que ele falhou? As pessoas falham, cara! Isso é normal! Isso é a vida!
Você realmente acha que vai mudar o mundo quando coloca aquelas fotos de garotinhos da áfrica morrendo de fome, sendo que você joga tudo o que sobrou do seu lanche no lixo, e quando vê um mendigo, finge que não vê?! Tem medo de bota a mão na massa!?
Algumas pessoas têm arma em casa... Isso é segurança?Tranqüilidade? Paz? Paz é ter medo de algum cara entrar na sua casa... Mas esse mesmo cara que pode entrar na sua casa pode ter tentado te pedir ajuda, ou emprego... E você riu da falta de capacitação ou experiência...
Algumas coisas é nossa culpa mesmo, outras são culpa do governo como, por exemplo, se importar mais com o “tráfico de drogas” do que com a corrupção na porra do senado, e não me venha com conversinhas do tipo “O trafico de drogas mata, roupa, estupra e bla bla bla”, Lógico que o cara vai jura de morte, o usuário que não paga ele, se ele tomar calote, a quem ele pode recorrer? A justiça? Por que eles só fazem isso por vocês não souberam controlar a tal de lei, sempre envolta e interesses totalmente financeiros e de poder... Querem uma dica? Vá à praia, gruta ou fazenda...ao invés de gastar dinheiro com carceragem. Por isso eu digo “Sou legalize”, legalize ganja, legalize a planta, não legalize tóxicos, traficantes de tóxicos deveriam pensar melhor antes de vender, mas se eles vendem é porque procuram, daí entra novamente a parada de cada um cuida da sua vida, e as pessoas “viciam”, verdade, as pessoas também comem pra caralho, e se tornam obesas, essa é uma das principais causas de doenças atualmente, não vi o governo proibindo McDonalds de fazer propaganda, que coisa não?
Bom, deixo as perguntas no ar.. Será que é certo isso? Será que existe paz? Será que proibir evita o uso? Ou aumenta a guerra interna de um país?

Autora: Driele Dias
Idade: 19
Profissão: Secretária.
Monte Alto - SP

[#8] FENACUCA - Prosa: Não Sei!

Eu não sabia descrever o que eu sentia. Meu peito parecia carregar o peso de um camelo. Minhas orelhas queimavam com a vibração da música búlgara que tocava naquele momento. Meus 130 Kg de pura gordura pareciam ter apenas o peso de um prato de salada destes restaurantes finos. As unhas de meu pé, que foram cortadas no dia anterior, eram sentidas enquanto cresciam. O sangue, que quase espirrava em meus olhos, me deixava sonolento ao ponto deu pescar sentado no sofá. A única coisa que me passava na cabeça era “Eu definitivamente não deveria ter misturado tudo isso”.

De repente, eu lembro que tenho um copo repleto de Whiskey e gelo barato. A bebida foi comprada na loja do posto de gasolina que, por sinal, fica perto da minha finíssima casa com estilo gaélico-europeu. Eu sacudo para acordar e me alongo até alcançar o copo de requeijão (peço licença aqui para abrir um parênteses. Eu sempre tive uma preferência pelas coisas simplistas. Só bebia whiskey por estar na Irlanda, se em Dublin existisse cachaça eu te garanto que tomaria daquelas mais baratas. Acredito que, por isso, optei pelo copo de requeijão ao invés da taça mais apropriada para a bebida: para não fugir completamente da minha origem). O barulho do gelo na beirada do copo me desperta, como fez o sino da catedral aos meio-dia dos últimos dias.

Por sua vez, o barulho da campainha me assusta. A mulher na música grita “que coisa boa”. Quem entra é uma estrangeira desconhecida. Não, eu me enganei. A estrangeira é conhecida. Na verdade ela não é estrangeira, o estrangeiro aqui sou eu. A música geme dizendo “ehhh, uhhh”. Alguém grita meu nome lá em baixo, mas eu prefiro fingir que não ouvi a me mover do sofá. Escuto passos na escada que, provavelmente, são da estrangeira que é nativa. Quando pego meu copo desperto novamente com o som dos gelos no vidro de meu copo barato.

Após alguns minutos de distração fútil, que nem sequer merecem ser mencionadas, eu volto a escrever. Mas um breve bafafá me interrompe e me faz parar por alguns minutos. “Aquarela” toca em versão rap no som. Eu não entendo por que isso acontece, por que alguém fez tal coisa com tão boa canção. Nada contra o Rap, pelo contrário, até admiro o estilo. Porém, algumas músicas não deveriam nunca ter versões, pois sempre ficarão piores. Neste momento a minha sinusite dá sinal de vida e me lembra que no dia seguinte duras provas de sobrevivência serão aplicadas a mim. Ou não. Tudo depende se eu conseguirei realmente acordar pela manhã.

Uma dor aguda no meu nariz me lembra que minha barriga pede algo nele, não sei por que. A dúvida cruel reaparece: meu estômago me pede o copo recheado de álcool, será algum alimento – como pão com manteiga - o que ele quer?

Ninguém jamais saberá a resposta certa. E, por isso, eu decido que irei optar por ser centro-esquerda nessa eleição. Votarei na escolha pelo copo seguido do preparo do pãozin e mais uma dose de líquido enquanto como. Tudo isso seguido de um pouco mais de fumaça. Na verdade, depois que me levantei do sofá eu resolvi alterar a ordem, e esfumacei primeiro, uma vez que eu já começava a retomar minha lucidez. Mas ao me levantar, de repente – de um momento para o outro, do mais completo nada – , eu percebi que o que me afligia era outra coisa. O sono.

Autor: José Camilo
Idade: 20
Profissão: Estudante de Jornalismo
Belo Horizonte / Minas Gerais

[#7] FENACUCA - Prosa: Veja o mundo pelos seus olhos!

Aaah, como é bom sentir novamente aquele leve e saboroso aroma que infla meus pulmões de alegria e contentamento, me sinto feliz, sinto como se estivesse alto, nas nuvens, com os pássaros vôo longe e vou para onde quero. Um sentimento bom, que me faz esquecer que vivemos em um mundo cheio de desigualdades e sofrimento, nem que seja por um momento...Viajo dentro da minha própria cabeça, meus pensamentos vão longe e quanto mais longe eles vão mais fundo eu mergulho em minhas sensações.

Gostos de cheiros, cheiros de cores, cores com sabores, uma explosão nos meus sentidos que me faz ver o mundo com outros olhos, uns olhos vermelhos, mas não de chorar e sim de tanto rir, com meus amigos ou até mesmo sozinho, o mesmo vermelho da cor e do sabor do amor, e que vem do verde da terra, verde este que faz com que os dedos amarelem com o passar do tempo, assim como aquela foto velha com gosto de nostalgia, que te faz voltar no tempo, sem mesmo sair do lugar...

Essa sensação nos faz prestarmos atenção em muitas coisas que muitas vezes nos passam despercebidas, por tanto trabalharmos, estudarmos e tentarmos viver, mas que esquecemos de parar e ver tantas maravilhas que estão diante dos nossos olhos e não paramos nem um segundo para admirar, mas quando paramos nos deparamos com uma contemplação única diante de coisas simples, que estão bem debaixo dos nossos narizes. Narizes que andam empinados para não ver o que está bem debaixo dos próprios pés, olhos que andam fechados por cabrestos colocados desde pequenos e que só alguns tem a atitude de tirar e ver o quão belo é o mundo pelos nossos próprios olhos, quem tira, não coloca mais, sinto pena de quem não tem a coragem de tirar...

Aaah, como é bom podermos enxergar as coisas com nossa própria visão, sem nada para atrapalhar e sem ninguém para negar que o que você está vendo, você é o que você vê, sente e vive. Portanto tire seus cabrestos e veja como é lindo o mundo pelos seus próprios olhos, e o melhor de tudo é que não deixamos de ser quem somos, não mudamos e sim evoluímos, pois podemos tirar as nossas próprias conclusões.

Como é bom sentir aquele leve e saboroso aroma em dias que você desacredita de tudo e apenas deseja dormir para que um dia ruim passe, ou para que um dia bom demore um pouco mais para passar...aquela sensação de que o tempo é nosso amigo e vai ficar conosco ali...curtindo uma brisa e trocando uma idéia. Em dias de Sol, é uma maravilha contemplar o Seu deitar e esperar que a Lua venha com seu brilho e com suas amigas estrelas para mais uma bela noite. Felizes são as pessoas que param para enxergar a beleza da natureza e conseguem ver isso pelos próprios olhos, felizes pois tem uma cabeça ativa e aberta ao que é belo e que faz bem...

É por isso que eu digo, veja o mundo pelos seus olhos, pois ninguém pode descrever o que você vê, e assim você pode tirar as suas próprias conclusões, sem ser influenciado por ninguém, e só você vai poder dizer do que gosta ou não...tudo é uma questão de ponto de vista, portanto tenha o seu e não o dos outros. E o mais importante, acima de tudo, seja feliz, viva, aproveite, viaje de todos os modos e meios, fique perto de quem você ama e faça, pelo menos uma pessoa rir por dia, isso ajuda na felicidade...

Autor: Bruno Binotto
Idade: 20
Profissão: Estudante de Engenharia Ambiental
Irati/ PR

[#6] FENACUCA - Prosa: Explanando!

Os meus ouvidos entupiram ou eu não quero mais ouvir a voz do medo de dentro da minha mente que me fala lentamente como tudo pode se perder, a minha voz se cala frente ao verso do avesso de tudo o que eu temia, será essa guerra minha? Será essa vida sua?Quem seremos nós diante da utopia de viver em paz, tudo o que eu peço é o que o mundo traz e eu só faço esperar...pra plantar, pra reclamar, pra escrever, pra colher, pra estudar, pra trabalhar, pra legalizar, viver, me declarar, pra amar e realizar, pra ser o que eu quero crer que é o futuro, pra me alistar, entrar pra força armada, EZLN, MST, ou sei lá o que...algo que me dê frisson, que dê vontade de sair na rua e gritar, de viajar pelo mundo; Amazônia, Kingston, Cuba, Chiapas, Palestina, aprender outras línguas conhecer quem me motiva, escrever sobre isso tudo na ilusão de assim chegar mais perto, de estar mais certo, eu não quero ser um esperto, quero ver um mundo livre, quero cantar sem pretensão sem glamour ou produção, só pra ouvir minhas palavras ecoarem pelas mentes ávidas e sedentas de outros como eu, que vivem lutando pelos seus motivos, que acreditam no que dizem e não só repetem o que lhes chega aos ouvidos.Quero andar pelas ruas sem me revoltar com o ser humano, quero pensar no nordeste e poder sorrir, e não ver só injustiça, nem ver criança anêmica com olhos de poço que é só pele e osso, que pede comida e não brinquedo, que em vez do riso grita medo, que guardam o segredo de viver sem ter como, que driblam governantes e poderosos dessa nossa província à venda, o Brasil é uma tenda, que abriga todo tipo de ilusão e os caciques agora são bem diferentes, são brancos quase transparentes, que quase ninguém vê, que não aparecem na TV, enquanto a Amazônia some aos poucos,uns poucos nem tão poucos ganham muito, e nós os loucos somos tantos e indignados seguimos gritando tentando ecoar o nosso grito.É tudo uma disenteria coletiva, é a apatia consciente impulsionada pela ignorância contraída pelo pessimísmo e a falta de atitude. O rastro do capital corta o mundo inteiro, ferindo os que lhe servem com a alma e o trabalho, faz barulho aos ouvidos para que não se ouça mais nada em volta, nem discursos esquerdistas ou ideais marxistas, não importam pra quem precisa trazer comida à mesa, mas sempre haverá resistência e sangue a ser derramado, assim como suor, prosa e poesia, mesmo que você não me entenda eu continuo tentando, fazendo parte do lado mais franzino da corda que não arrebenta nunca não!! Atitude e ideal é bem mais forte que opressão, o perdão e o amor vêm só de quem traz a verdade no peito e na mente muita inspiração!!

Nome: Filipe Rocha
Idade: 27 anos
Profissão: Vendedor
Guarulhos - SP

[#5] FENACUCA - Prosa: Bar (i)mundo!

Entro no recinto, peço paz, a atendente diz que acabou, acrescenta que á essas horas será muito difícil de achar, mesmo que numa pequena dose. No momento me revolto e penso “Como num estabelecimento desses não se tem paz?”, não demonstro minha ira, agradeço e peço um copo de paciência, mesmo não gostando muito, era a única coisa que podia beber naquele momento. A moça que me atendia, uma jovem bonita vestia sua roupa branca e por mexer com comida tinha o cabelo amarrado, bem simpática puxou assunto: ”Estranho hoje em dia alguém pedir paz, a gente tem vendido muita coisa diferente dela, coisas até de fora. Lá da América, arrogância vende bem, guerra santa é outra bem pedida, fora a especialidade dos franceses xenofobia com um toque de eugenia alemã”. Gostei de menina, sabe de coisas e passa uma tranquilidade tremenda.O tempo ia passando e nós nos entendendo, nem percebíamos o passar dos minutos. Até que ela disse que era tarde e precisava fechar. Então a convidei para conversar e tomar algo. Antes de aceitar me deu uma garrafa de simplicidade. Fomos para minha casa, conversamos, vários beijos e uma bela transa. ”Que jovem maravilhosa”. Ela dorme comigo, no outro dia tem de sair cedo, resolver problemas do bar, mas diz voltar. Um último beijo. Que agradável noite, e vi que a paz que tanto procurava, encontrei nela, nela quem? A jovem atendente, ahh sim, seu nome? Maria, e que Maria!

Autor: Gabriel Kopke
Idade: 18
Profissão:Estudande 
Petrópolis/RJ

[#4] FENACUCA - Prosa: Viajando!

Acende; “ Gosto de escrever, isso liberta um pouco agente. Sei lá, é uma conversa com ninguém, mas parece ser alguém. Há tempo venho querendo redigir algo assim. A oportunidade é essa. Não me recriminem, é apenas um meio artístico, do qual aqueles famosos, também já muito se utilizaram. Só um
minuto, já vou começar.”

Mais uma bola; “ Deitado no meu quarto com as luzes apagadas, a janela aberta e um fio de luz que sobra do céu, quase imperceptível. A luz do computador parece um caleidoscópio para os olhos. É um soco na mente. Bem, é claro que o Hendrix cantando ao fundo ajuda muito, mas com os sentidos mais aguçados é difícil saber o que é melhor. Eu até pesquisaria em algum livro sobre essas relações mas não consigo sair daqui. Eu não sou preguiçoso! Trata-se apenas do fato de minhas pernas estarem, estranhamente, pesando uma tonelada. Aliás, Hendrix é melhor. “

Carbura; “ Acho que essa é a melhor parte. A viagem. A criatividade vai à mil. Parece que tudo toma uma forma diferente. Não sei porque mas veio na minha mente a imagem daquele desenho de uma tartaruguinha com uma espada de esgrima na mão. Como chama mesmo? Mas, espere ai – esse Beatles também é louco em? E Aquele musical só com músicas deles, o Across de Universe alguém viu? É foda também. Aguenta ai... ”

Fogo na Babilônia; “ Hauhauahuahauhauhauhauhauha, Across The Universe, uahuahuahuahuahuhau, louco esse nome em? Os caras estavam igual eu agora! Através do Universo, no espaço mesmo. Hauhauhauhauhauahu. É meu amigo, rapadura é doce mas não é mole não. Achando que só fez bem pra Glaucoma? O negócio afeta a mente. Eternamente. Éter na mente. ”

Tapa; “ É... o que que eu ia falar mesmo? Ahnn... Cacete... Odeio quando isso acontece. Hauhauhauhau. Parecia o Gilberto Gil, ‘eeehh, ahhnnn , a música é..’. Agora que eu esqueci mesmo.”

Ponta; “ Acho que seria legal se eu tivesse criatividade sulficiente pra escrever uma peça de teatro assim. Imaginem, o pessoal entrando e sentindo o cheiro sagrado de santa maria. E os atores todos através do espaço, ia ser engraçado. Imaginem a peça retratando situações cômicas de rodas em que a erva circula e ainda fazendo críticas contra toda a mentira, lenda e hipocresia que ronda essa planta. É; acho que até poderia ter uma repreensão mas no mínimo ia ser polemico e traria a questão à tona outra vez. Quem sabe então as pessoas começariam a se conscientizar sobre a verdadeira face do verde. Palmeeeeeeeiiiraaaasss! “

Vai queimar o dedo; “ Pois é, realmente não tem como explicar. Eu não entendo,
mas na verdade quem entende? Acho que só Deus mesmo..................................................................................................... ”

E a boca; “ Ai...
Cacete................................................................................................................... ”

A última bola; “ É... não vai
mais.......................................................................................................... ”

Larica; “ Já estou sem criatividade. Tenho que guardar essa sujeira. Deixa eu guardar, porque talvez ainda dê para colocar algo no Bong. Pensem em alguém com fome. Esse sou eu. Meu cachorro apareceu. Ele come mais que eu! Será que ele também fuma? Acho que não. Bom, então eu Jah vou. Minha lasanha me espera. ”

Autor: Marcelo Santos
Idade: 20 anos
Profissão: Estudante
Cidade/Estado: Sertãozinho/SP

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

[#3] FENACUCA - Prosa: Babilônia Engana!

Anos de repressão, anos de proibição, anos de enganação, ou seja, tempos de manipulação criando alienados e uma nação de desinformados. Desde os idos dos anos 30 a Santa Kaya é criminalizada, repudiada, marginalizada, devido a interesses econômicos e pessoais de determinados políticos e/ou grupos no âmbito global. Dos anos 30 até hoje é usada uma força macabra e irracional do Estado para combater uma erva enviada por Deus, que cura e alivia várias chagas do ser humano e ainda amplia os horizontes de quem a usa de forma objetiva. Hoje nos indagamos; porque a babilônia continua a travar uma batalha inútil contra essa planta que é útil de várias formas para nós e a cada dia tem mais adeptos? Será medo das pessoas que a contemplam estão saindo da caverna criada pelo capitalismo selvagem!? Será uma imposição da falsa indústria farmacêutica para patrocínio das luxurias bancadas aos políticos através do Estado!? Podemos lançar aqui quatro mil e vinte perguntas, ficar de 4:20 da manhã até 4:20 da tarde, esperando uma resposta que nem no ano de 4020 eles vão conseguir fundamentar de forma racional essa guerra sem objetivo e sem fim. Alias 04min e 20seg de fumaça em homenagem aqueles que foram mais cedo para o paraíso de Jah por meio dessa guerra injusta!! Defumação espiritual com a Santa Kaya aos guerreiros de Jah!

A ciência provou, prova e ainda provará todos os benefícios que ela pode trazer para a sociedade devidamente regulamentada, em todos os segmentos, tal como, medicinal, artesanal, têxteis e vários outros segmentos em que a planta pode ser utilizada, bem como a desconstrução das falsidades construídas pela babilônia acerca da erva sagrada desde os primórdios até hoje em dia. Com muita esperança vejo que essa regulamentação está próxima, os fatos nos levam a crer que sim. É uma planta que sai do chão que nem feijão a única alternativa é a regulamentação para acabar com essa guerra injusta, tirar o monopólio da mão do traficante e ofertar os lucros para o Estado em prol da hipócrita sociedade.

Vamos sair dessa caverna criada por falsos do sistema, questione toda verdade imposta como absoluta, questione, não acredite em tudo o que vê e lê, duvide de verdades estereotipadas, nem tudo o que reluz é ouro e saia dessa caverna repleta de ouro de tolo!

Autor: Brainner Albert
Idade: 24

Profissão: Estudante
BETIM - MINAS GERAIS

[#2] FENACUCA - Prosa: Sob uma Democracia Burguesa!

É verdade, estou cansado; tenho passado muito tempo em casa, fumado, meio largado, pensando em tudo o que há para se fazer – e que eu não quero. Às vezes, quando sou obrigado a aprisionar-me dentro de um pequeno espaço no ônibus lotado, percebo que me jogo no banco como um viciado, e que talvez eu seja um – viciado em sexo e desejo de consumo transbordando em promessas de satisfação por todos os míseros cantos da cidade. E eu cada vez mais impotente de consumir tantos alimentos industriais, jornais e televisão.

Há noites em que saio e encho a cara de soluções baratas, poucos Reais por garrafa; ou então fecho os olhos e atravesso sem medo ruas movimentadas, apenas porque estou farto e desiludido. Farto desta segunda feira que parece nunca terminar e de todas as outras segundas antes dela e depois dela, e de todos os dias entre elas (que nunca terminam e são todos iguais). Aliás, tudo é sempre igual neste país; a política é sempre o mesmo jogo, as notícias são sempre o mesmo engodo.

É verdade, estou desiludido, preciso de heróis e ídolos... nem que seja apenas para rejeitá-los e quebrá-los todos. Mas já não há heróis e ídolos, tudo é ido depois de tantas lutas vencidas e perdidas; mas este talvez seja o resultado das guerras não? Mesmo o das feitas por amor e ilusão. E todas elas o são.

Mas eu ainda existo e sinto vontade de por fogo em algo (mesmo que seja na última de minhas paixões, mesmo que seja para destruir e acabar com a última das soluções). E é por isso que sou um pulha assumido.

Eu não queria ser, mas o que fazer? É sempre inútil evitar o que já faz parte de
você. Deixem-me escrever!

Escreverei agora um texto tão egoísta quanto um gordo capitalista americano, ou
mesmo brasileiro, que não se importa se a sua multinacional multiplica a miséria nacional de um país qualquer de sombra e fome como este aqui. Sim, quem me dera escrever um texto tão egoísta que chegasse ao ponto de cair na glossolalia dos discursos políticos que vemos todos os dias ou então tão egoísta que não passasse de arte abstrata, como tantas daquelas obras que servem de masturbação mental para aqueles críticos e artistas de merda que se julgam intelectuais. Eu gostaria de escrever um texto tão egoísta que defendesse a idéia estúpida de que só porque o mundo é vazio e sem sentido a arte também o deva ser. Eu gostaria de escrever um texto tão egoísta quanto as pessoas em um hipermercado 24h – satisfaça-se agora – ou na segurança burguesa de seus bens e famílias de capa de revista. Um texto tão egoísta quanto a ganância que move o mundo e nos dita o rumo,um texto tão egoísta que não contivesse uma gota sequer de poesia, um texto tão egoísta que ninguém estranharia.

Eu gostaria de escrever um texto egoísta, simplesmente para que o mundo pudesse reconhecer-se na arte e transformar-se... mas eu não posso. E eu não posso porque se o fizesse, eu e meu texto seríamos como tudo mais no mundo; e isso eu não quero.

Eu lhes digo o que quero: liberdade.

Que morram políticos egoístas, que deponham e degolem governantes, que castrem todos aqueles que tiverem coragem de usar a palavra estado, ou de proibir quem quer ser livre da palavra estado. Mas acima de tudo: que façam qualquer coisa, já não importa mais. Sejamos como os loucos, sejamos como lobos.

Há muito tempo que a única felicidade possível é o eterno nirvana anestésico dos
sentidos. Acabemos com tudo sem mais nem menos, tornemos tudo em cinzas: sejamos livres, sejamos os últimos utopistas.

Autor:  Thales Milani Gaspari
Profissão: Artista Plástico
Idade: 25 anos 
Piracicaba/São Paulo

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

[#1] FENACUCA - Prosa: Paz é Meu Nome

Hoje fumei cigarro da paz com um amigo ao qual tenho apreço imenso no Cerrado do Gama Oeste, o local é conhecido popularmente pelos freqüentes como Lóca, uma cachoeira de beleza infindável.

Depois de tanto admirar a vida caminhamos satisfeitos e enaltecidos rumo ao apartamento do meu amigo, e eis então que nesta estrada surge um homem que chutava seus passos e carregava numa das mãos um isqueiro e noutra uma garrafa de cachaça, que me ofereceu de modo a retribuir o meu gesto que surgiu do seu triste e simpático pedido por um mero cigarro.

Este homem perguntou meu nome e me mostrou sua mão sugerindo que eu a apertasse e assim nos despedíssemos cordialmente. Paz é o meu nome disse eu segurando sua mão, ele me fitou os olhos e como quem olha para si, reconheceu a paz sorridente, em alto e bom-tom apertando minha mão de um modo que parecia nunca mais desejar solta-lá, cantou um verso de Cazuza: "por você eu largo tudo", e virou-se para seguir sua sina enquanto eu acenava para seu alegre riso com a paz feita em forma de símbolo do meu dedo indicador ao médio.

Autor: Marco Antônio Gomes da Silva
Idade: 19
Cidade/Estado: Brasília/DF