por Fernando Beserra
Quem mais que ele, que foi apresentado pelo presidente Nixon como “O homem mais perigoso da América” pode ter nas gavetas dos dossiês os nomes de Allen Ginsberg, Cary Grant, Jack Kerouac, Carlos Castaneda, Charles Olson, Gordon Liddy e muito do que a geração Beat representou de poetas, escritores e cineastas? Seu ponto comum: o LSD. Este homem é Timothy Leary (1920-1996), psicólogo da Universidade de Harvard (até 1963, data na qual ele foi demitido) e experimentador de todos os terrenos de certo número de substâncias cujo efeito foi qualificado de psicodélico para permanecermos na arte do eufemismo. Tudo partiu da descoberta maravilhosa dos cogumelos alucinógenos durante uma viagem ao México e do trabalho que se seguiu com a psilocibina, que eles contêm. Leary não descobriu os efeitos alucinógenos do LSD (foi o químico suíço Albert Hoffman nos anos 40, e novamente, sem ser nem mesmo de propósito), mas ele pôs em luzes seus efeitos sobre o comportamento.